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Título : Cultivo de resiliência em juventudes periféricas participantes da organização social Neimfa: contribuições desde a perspectiva transpessoal participativa de(s)colonial para os processos de (trans)formação humana
Autor : SILVA, Maria Lúcia Ferreira da
Palabras clave : Resiliência; Juventudes periféricas; Educação; Perspectiva transpessoal de(s)colonial; Sociopóética
Fecha de publicación : 18-ago-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SILVA, Maria Lúcia Ferreira da. Cultivo de resiliência em juventudes periféricas participantes da organização social Neimfa: contribuições desde a perspectiva transpessoal participativa de(s)colonial para os processos de (trans)formação humana. 2025. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : A educação das juventudes permanece um campo de embates, disputas e resistências, principalmente no que se refere às juventudes periféricas, que são insistentemente tomadas como sinônimo de violência, vulnerabilidade e propensas à criminalidade. As adversidades enfrentadas pelas juventudes são sistêmicas e multifacetadas, requerendo múltiplos pontos de vista para compreendê-las. As políticas educacionais acerca das juventudes continuam sendo afetadas pelo ideário neoliberal, que tem mobilizado o constructo da resiliência a serviço da captura da subjetividade juvenil para fins adaptativos e produtivistas. O termo “periféricas”, adjetivando juventudes, problematiza não só a diversidade, como também demarca as exclusões vividas e aponta as potências de resistência desses sujeitos. A resiliência é posta numa perspectiva de(s)colonial, apoiando-se na abordagem transpessoal com o intuito de ampliar a compreensão dos processos de (trans)formação humana no campo educacional. A partir disso, o objetivo geral desta pesquisa é compreender, a partir da perspectiva transpessoal participativa de(s)colonial, como juventudes periféricas participantes de projetos sociais e as organizações sociais constroem estratégias de cultivo de resiliência diante de contextos de adversidades. A partir da experiência com dez jovens participantes da organização social Núcleo Educacional Irmãos Menores de Francisco de Assis (Neimfa), da Favela do Coque, situada em Recife-PE, objetivamos, especificamente: a) mapear estratégias de cultivo de resiliência enquanto experiências formativas, desenvolvidas na/pela organização social Neimfa a fim de compreender os processos de intervenção que favorecem uma (trans)formação humana; b) compreender as estratégias de cultivo de resiliência mobilizadas pelas próprias juventudes periféricas dessa organização que favoreceram a sua própria construção enquanto sujeitos socialmente comprometidos; c) sentirpensar temas mobilizadores indicados pelos participantes como capazes de favorecer ações formativas junto as juventudes periféricas; e d) apresentar esboços preliminares de uma resiliência participativa de(s)colonial para os campos da Educação e Psicologia Transpessoal com o intuito de oferecer agendas (trans)formativas pessoais e coletivas de cultivo da resiliência no enfrentamento das adversidades sociopolíticas de nosso tempo. Trata-se de uma investigação de caráter exploratório e participante em uma abordagem qualitativa atravessada por uma fazer de(s)colonial, inspirado no método da sociopoética. Na cocriação dos dados, foram realizadas três rodas de conversas/oficinas sociopoéticas. Os dados perpassaram as análises classificatória, transversal e contra-análise, seguindo as orientações sociopoéticas. A partir da técnica dos “lugares geomíticos”, apresentamos as estratégias de cultivo de resiliência mobilizadas pela organização social Neimfa para favorecer o processo de (trans)formação humana: 1) um lugar de oportunidades para aprendizagem; 2) um lugar muito grande e movimentado, onde há muitas pessoas diferentes; 3) um lugar cheio de possibilidades de transformações e mudanças; e 4) um lugar que acolhe. São apresentadas a contra-análise dos desenhos do mandala e relatos dos coparticipantes que tratam das estratégias de cultivo de resiliência mobilizadas pelas próprias juventudes periféricas nos seus processos de (trans)formação humana: (i) apoio da família e dos amigos; (ii) atividades físicas – esportes; (iii) estudar; (iv) escutar música; e (v) participar de cursos/frequentar os encontros aos domingos no Neimfa. São elencadas as temáticas mais significativas/importantes, apontadas pelos coparticipantes, para trabalhar com as juventudes de periferia hoje: 1) diversão, arte e cultura; 2) amor, felicidade como direito e redução das amarguras; 3) educação integral: sexual, drogas, vícios, amizade; 4) aprender sobre as diferenças e como respeitá-las e acolhê-la; 5) quebrar ciclos de repetições negativas (familiares e regras limitantes da sociedade; e 6) acesso ao direito à educação integral e enfrentamento das adversidades. Por fim, também são apresentadas noções preliminares de uma perspectiva de resiliência participativa de(s)colonial para o campo da Educação e Psicologia Transpessoal e suas agendas (trans)formativas pessoais e coletivas de cultivo da resiliência no enfrentamento das adversidades sociopolíticas de nosso tempo.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67537
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - Educação

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