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Título: O que sabem as crianças que aparentemente não aprendem? explorando competências cognitivas em crianças com dificuldades de aprendizagem escolar
Autor(es): Tavares de Andrade, Luciana
Palavras-chave: Habilidades cognitivas; Desempenho escolar insatisfatório; Trabalho em interação; Psicologia escolar
Data do documento: 2006
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Tavares de Andrade, Luciana; Tarcisio da Rocha Falcão, Jorge. O que sabem as crianças que aparentemente não aprendem? explorando competências cognitivas em crianças com dificuldades de aprendizagem escolar. 2006. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.
Resumo: O objetivo geral do presente estudo é investigar habilidades cognitivas em crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, ou fraco desempenho escolar, partindo para explorar o que elas podem fazer em interação com outras crianças e adultos. A partir do efetivo global de uma turma de alunos considerados fracos, foram selecionadas oito crianças, matriculadas na quarta-série do ensino fundamental, rede pública de ensino, na faixa etária entre nove e onze anos, sem diagnóstico explícito relacionado a afecções neurológicas, restrições sensoriais ou deficiências de desenvolvimento cognitivo. Tais crianças foram divididas em quatro díades, buscando-se nessa divisão obedecer aos seguintes critérios: heterogeneidade quanto ao grau de dificuldade, afinidade pessoal entre os membros da díade e variação quanto ao gênero dos membros. As quatro díades foram submetidas ao seguinte rol de atividades, sob assistência da experimentadora: a) situações-problema relacionadas a conhecimentos conceituais e algorítmicos em matemática; b) atividade relacionada a conceitualização no contexto de aspectos morais; c) situações-problema baseadas em raciocínio hipotético-dedutivo. Os protocolos referentes a tais situações e díades foram analisados clinicamente, tendo-se chegado às seguintes conclusões: a) o grupo demonstrou clara disponibilidade para engajamento em tarefas de natureza escolar; b) as díades se beneficiaram claramente da interação com a examinadora no transcorrer das tarefas e atividades; c) houve interação produtiva entre as díades, mesmo na ausência de interações discursivas explícitas entre os membros; tal aspecto foi particularmente visível na tarefa voltada para avaliação de desenvolvimento moral d) no contexto das situações-problema em matemática, as díades mobilizaram conhecimentos escolares e extra-escolares, oferecendo respostas e elaborações para todos os problemas; e) o nível global de desempenho do grupo, nas atividades propostas, não permitiu inferir comprometimento cognitivo grave por parte das mesmas. Como conclusão geral, verificou-se que crianças com dificuldade de aprendizagem não podem ser grosseiramente assimiladas a crianças com déficit estrutural de desenvolvimento, o que traz subsídio importante para a reflexão pedagógica acerca de dificuldades de aprendizagem na escola, e do papel e contribuição do psicólogo escolar para tal reflexão
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8912
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Psicologia Cognitiva

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