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Título: Potenciais efeitos tóxicos e reações adversas de ayahuasca em humanos : uma revisão sistemática
Autor(es): LIMA, Luana Victória da Silva
Palavras-chave: Banisteriopsis caapi; Psychotria viridis; Toxicidade; Estudos clínicos; DMT
Data do documento: 16-Dez-2025
Citação: LIMA, Luana Victoria da Silva. Potenciais efeitos tóxicos e reações adversas de ayahuasca em humanos: uma revisão sistemática. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso ( Bacharelado em Farmácia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: A ayahuasca, uma bebida psicoativa tradicionalmente utilizada em contextos ritualísticos, tem despertado crescente interesse científico por seu potencial terapêutico. No entanto, as evidências sobre sua toxicidade ainda são escassas e inconclusivas. Este trabalho constitui uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de reunir e analisar criticamente as evidências disponíveis sobre os efeitos toxicológicos e os eventos adversos associados ao uso de ayahuasca em ensaios clínicos randomizados controlados por placebo. A revisão foi conduzida de acordo com o Cochrane Handbook e as diretrizes PRISMA 2020, com protocolo registrado na base PROSPERO (CRD420251167786). Foi realizada uma busca sistemática abrangente nas bases PubMed, Embase e Cochrane Library, incluindo artigos completos, revisados por pares, publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas inglês ou português. A estratégia de busca combinou termos relacionados à ayahuasca, aos principais alcaloides β-carbolínicos e ao DMT. Foram identificados nove estudos que avaliaram parâmetros toxicológicos, fisiológicos, comportamentais e neurobiológicos em voluntários saudáveis e indivíduos com condições clínicas específicas. De modo geral, os estudos revisados descrevem a ayahuasca como uma substância de baixa toxicidade sistêmica e boa tolerabilidade; entretanto, essa interpretação deve ser ponderada à luz da elevada incidência de efeitos adversos leves a moderados, principalmente gastrointestinais, como náusea (38,17 ± 34,56%) e vômito (42,00 ± 25,98%), sendo observado menor número de reações adversas em ensaios que utilizaram extratos purificados. Outros eventos frequentemente relatados incluíram cefaleia, ansiedade e sintomas autonômicos transitórios, além de um evento adverso incomum caracterizado pela exacerbação de zumbido preexistente. Assim, embora os ensaios clínicos controlados indiquem ausência de eventos graves e um perfil toxicológico considerado seguro em doses comparáveis às utilizadas em contextos cerimoniais, a frequência elevada de reações previsíveis e desconfortáveis sugere uma tolerabilidade apenas relativa. Ademais, a limitação de dados referentes ao uso prolongado reforça a necessidade de novos estudos clínicos padronizados que avaliem de forma mais robusta a segurança, a influência da via de administração e da pureza das formulações, bem como os potenciais efeitos cumulativos da substância.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70076
Aparece nas coleções:(TCC) - Farmácia

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