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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69712
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| Título: | Fricções e heterogeneidade: uma análise estrutural e causal do choque pandêmico no mercado de trabalho juvenil brasileiro |
| Autor(es): | SANTOS, Alexandre Bezerra dos |
| Palavras-chave: | Mercado de Trabalho; Mercado de Trabalho Juvenil; COVID-19; PNAD Contínua; Transições Ocupacionais; Desigualdades |
| Data do documento: | 3-Jul-2026 |
| Citação: | SANTOS, Alexandre Bezerra dos. Fricções e heterogeneidade: uma análise estrutural e causal do choque pandêmico no mercado de trabalho juvenil brasileiro. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências Econômicas) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026. |
| Abstract: | Esta monografia analisa as transições ocupacionais da juventude brasileira entre 2012 e 2025, com base em microdados longitudinais reconstruídos da PNAD Contínua. O foco empírico recai sobre a evolução dos fluxos de entrada na ocupação durante e após a pandemia de COVID-19, considerando diferenças por idade, sexo, raça/cor e escolaridade. No panorama descritivo, a desocupação juvenil atingiu 26,0% no terceiro trimestre de 2020, 11,1 pontos percentuais acima da média nacional; a participação caiu em todas as Grandes Regiões; a informalidade recuou abruptamente no início da crise, indicando retração de ocupações precárias; e o desalento juvenil alcançou 5,5% no primeiro trimestre de 2021. A probabilidade bruta de transição da desocupação para a ocupação passou de média pré-pandemia de 18,6% para 6,9% em 2020.2. Na etapa econométrica, o teste de atrito amostral indicou maior perda de representatividade de jovens pretos, pardos e menos escolarizados no painel, recomendando interpretar os diferenciais estimados como limite inferior das desigualdades efetivas. Os Modelos Lineares de Probabilidade mostram que o período pandêmico esteve associado a menor probabilidade média de transição ocupacional e a diferenciais relevantes por gênero, raça/cor, escolaridade e faixa etária. Os estudos de evento indicam estabilidade prévia dos diferenciais e penalizações concentradas durante a fase aguda da crise, com déficits acumulados de -2,1 pontos percentuais para jovens pardos em relação a brancos, 4,5 pontos percentuais para mulheres em relação a homens e -81,7 pontos percentuais no diferencial entre ensino superior e escolaridade básica acumulado ao longo dos trimestres significativos 2020.1. Os testes de robustez sugerem que os padrões centrais não dependem de uma única regra de pareamento, ponderação ou definição de desfecho. Conclui-se que a recuperação agregada do emprego não correspondeu a recomposição homogênea das trajetórias juvenis, reforçando a importância de políticas de qualificação, aprendizagem profissional, intermediação laboral e acompanhamento longitudinal da juventude. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69712 |
| Aparece nas coleções: | (TCC) - Ciências Econômicas |
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