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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69063

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Título: A força dos membros inferiores pode influenciar na classificação do estadiamento clínico da obesidade? Um estudo transversal utilizando o Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (EOSS)
Autor(es): SILVA, Allana Angela Alves da
Palavras-chave: capacidade funcional; obesidade; estadiamento clínico; teste de sentar e levantar
Data do documento: 12-Dez-2025
Citação: SILVA, Allana. A força dos membros inferiores pode influenciar na classificação do estadiamento clínico da obesidade? Um estudo transversal utilizando o Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (EOSS). 2026. Trabalho de Conclusão do Curso (Bacharelado em Educação Física) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: A classificação de estadiamento clínico do Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (Edmonton Obesity Staging System – EOSS) é uma ferramenta essencial para orientar a tomada de decisões sobre risco da obesidade. Embora frequentemente negligenciada na prática clínica, a inclusão de dados de capacidade funcional, como os obtidos no teste de sentar e levantar de 30 segundos, mostrou-se relevante para identificar pacientes com maior vulnerabilidade metabólica e funcional. Neste estudo, observou-se que o desempenho reduzido no teste esteve associado a um aumento expressivo do número de indivíduos classificados no nível 3 do EOSS, revelando agravamento no risco clínico. Isso reforça que a capacidade funcional pode refletir mais do que a aptidão física; integrando dimensões musculoesqueléticas e metabólicas, que contribuem de forma crucial para o estado de saúde global de indivíduos com obesidade. De acordo com os resultados, a avaliação funcional deve ser incorporada às rotinas de estratificação de risco, sobretudo porque a obesidade é uma condição multifatorial. Pacientes com menor capacidade de desempenhar tarefas simples, como sentar e levantar repetidamente, tendem a apresentar maior inflamação sistêmica, maior resistência à insulina, pior aptidão cardiorrespiratória e maior comprometimento musculoesquelético, fatores que contribuem para um quadro clínico mais complexo. Assim, a simples mensuração do número de repetições no teste de 30 segundos pode oferecer indicativos importantes sobre a autonomia dos indivíduos. Além disso, o padrão observado sugere que intervenções voltadas para melhora da força e resistência muscular poderiam não apenas otimizar o desempenho no teste, mas também contribuir para melhora do estadiamento clínico, reduzindo o número de indivíduos nos níveis mais avançados do EOSS. Isso reforça o papel do exercício físico estruturado como parte do tratamento integral da obesidade, complementando estratégias nutricionais e terapêuticas tradicionais.Portanto, o estudo evidencia a importância de integrar medidas de capacidade funcional à avaliação global do paciente com obesidade. O aumento percentual de indivíduos classificados no nível 3 quando considerada a variável funcional demonstra que fatores relacionados ao movimento e à força muscular representam marcadores sensíveis de risco. Integrar esses dados ao EOSS pode aprimorar a decisão diagnóstica e permitir intervenções direcionadas, fortalecendo a segurança e a eficácia no cuidado clínico e cirúrgico dessa população.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69063
Aparece nas coleções:(TCC) - Educação Física (Bacharelado)

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