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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68036
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| Título: | Um estudo interdisciplinar sobre as masculinidades e feminilidades performadas na cena heavy metal de Belém-PA via espaços físicos e plataformas digitais (1980-2025) |
| Autor(es): | SILVA, Bernard Arthur Silva da |
| Palavras-chave: | Cena musical; Heavy metal; Masculinidades |
| Data do documento: | 21-Jul-2025 |
| Editor: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citação: | SILVA, Bernard Arthur Silva da. Um estudo interdisciplinar sobre as masculinidades e feminilidades performadas na cena heavy metal de Belém-PA via espaços físicos e plataformas digitais (1980-2025). 2025. Tese (Doutorado em Comunicação) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | Na tese “Um estudo interdisciplinar sobre as masculinidades e feminilidades performadas na cena heavy metal de Belém-PA via espaços físicos e plataformas digitais (1980-2025)”, foram notadas, nas relações de gênero da cena heavy metal de Belém-PA, em seus espaços físicos e digitais, entre os anos de 1980 e 2025, diversas configurações de masculinidades e feminilidades: masculinidade cúmplice branca performando uma hipermasculinidade neoconservadora, masculinidade branca antifascista, masculinidades marginalizadas (não brancas), feminilidade hegemônica branca e feminilidade não hegemônica não branca. Ela seguiu duas linhas de pesquisa e apresentou uma hipótese principal. Primeiramente, de modo interdisciplinar, é uma etnografia digital aliada à história social das práticas sociais masculinas e femininas da cena heavy metal de Belém-PA. Em seguida, é uma tentativa de compreensão das questões encontradas no campo: como os marcadores sociais dessas masculinidades e feminilidades operam, definindo suas identidades e estabelecendo esses regimes de masculinidades e feminilidades? E, de quais maneiras, tais relações geram desigualdades de gênero, raciais e posições políticas neoconservadoras? Como ocorrem os conflitos, as negociações e resistências nas relações entre essas masculinidades e feminilidades? Quais são os aspectos dessas dinâmicas? E, por quais maneiras, elas acontecem? A hipótese para tais questões que balizaram a tese: nos ambientes digitais e locais físicos da cena local, uma masculinidade cúmplice branca performa uma hipermasculinidade neoconservadora, provocadora de desigualdades de gênero, raciais, posições políticas autoritárias e intolerantes, alinhada com a extrema-direita, ao mesmo tempo que, convive com a masculinidade branca antifascista, masculinidades marginalizadas (não brancas), feminilidade hegemônica branca e feminilidade não hegemônica não branca. Através dos videoclipes, as publicações, os comentários de suas páginas e canais oficiais no youtube e facebook, além de entrevistas (gravadas, em blogs e páginas especializadas no facebook), reportagens em revistas especializadas, matérias em fazines, páginas de produtoras e coletivos no facebook, letras de músicas, capas de singles, demo-tapes e álbuns, foi possível analisar os roteiros dessas masculinidades e feminilidades performados na cena local via suas produções audiovisuais presentes nas plataformas digitais e espaços físicos. Eu parti dos estudos de rock (HOBSBAWM, 1995, 1989; CHACON, 1985; FRIEDLANDER, 2008), estudos de heavy metal (BROWN; SPRACKLEN; KAHNHARRIS; SCOTT, 2016), estudos de gênero (BOLA, 2020; CONNELL, 2015, 2005, 1987; KUPERS, 2005; LUGONES, 2020, 2014; SCHIPPERS, 2016, 2007; VIGOYA, 2018), estudos de branquitude (BENTO, 2022; DYER, 1997; CARDOSO, 2014; SCHUCMAN, 2020) e estudos de cenas musicais (SÁ; JANOTTI JR, 2013; JANOTTI JR, 2004), para melhor definir as nuances das masculinidades e feminilidades performadas off-line e online. Os conceitos de gênero enquanto “performance” e “processo construtor de uma ordem” (BUTLER, 2003; CONNELL, 1987), masculinidade cúmplice (CONNELL, 2005), hipermasculinidade (KUPERS, 2005), masculinidade marginalizada (CONNELL, 2005), feminilidade hegemônica (SCHIPPERS, 2016), mulheres de cor (LUGONES, 2020), branquitude (CARDOSO, 2014; SCHUCMAN, 2020), heterossexualidade (MOORE, 2009; SEGDWICK, 2007), homosocialidade (SEGDWICK, 2016; ROGERS; DEFLEM, 2022) classe (MOORE, 2009; NILSSON, 2009; WEINSTEIN, 2009) e neoconservadorismo (BARREIRA, 2022; LACERDA, 2018), definem as masculinidades e feminilidades deste estudo centralmente. Utilizei, de modo interdisciplinar, as metodologias da história oral, história social da imprensa, jornalismo de rock, sociologia da música, estética, etnografia digital e estudos de som e música. Elas foram as formas de acionar as fontes de pesquisa citadas, para saber as maneiras pelas quais funcionam as dinâmicas das relações de gênero na cena, como tais funcionamentos contribuem para as moldagens dos seus regimes masculinos e femininos. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68036 |
| Aparece nas coleções: | Teses de Doutorado - Comunicação |
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