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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67579
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| Título : | Avaliação de um microambiente pró-inflamatório na resposta terapêutica em células de câncer de pulmão |
| Autor : | SILVA, Marillya Morais da |
| Palabras clave : | Inflamação; Câncer de Pulmão; Macrófagos; Cisplatina |
| Fecha de publicación : | 1-ago-2025 |
| Editorial : | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citación : | SILVA, Marillya Morais da. Avaliação de um microambiente pró-inflamatório na resposta terapêutica em células de câncer de pulmão. 2025. Dissertação (Mestrado em Inovação Terapêutica) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Resumen : | O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais incidentes e letais em todo o mundo, sendo o tipo de câncer que mais causa óbitos. O microambiente tumoral desempenha um papel crucial no desenvolvimento e progressão da doença. No Brasil, o tratamento padrão para o câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) inclui a combinação de cisplatina e etoposídeo. No entanto, a resistência aos derivados de platina e seus efeitos colaterais limitam a eficácia do tratamento. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos de um meio condicionado (MC) por macrófagos M1, isoladamente e em combinação com quimioterápicos, como uma estratégia para modular o microambiente tumoral e potencializar a terapia convencional. Macrófagos foram diferenciados para o fenótipo M1 usando PMA e LPS, com confirmação por citometria de fluxo (expressão de CD86) e quantificação de citocinas pró-inflamatórias (TNF e IL-6) por Cytometric Bead Array (CBA). A linhagem de CPNPC NCI-H1299 foi exposta ao MC sozinho ou em combinação com cisplatina e etoposídeo em concentrações correspondentes ao IC25 e IC50. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT, mostrando que o MC reduziu significativamente a viabilidade das células tumorais (p<0,0001) e potencializou o efeito dos quimioterápicos. A análise do ciclo celular por citometria de fluxo (iodeto de propídeo) revelou que a combinação do MC com cisplatina aumentou a porcentagem de células na fase S (33,7%), enquanto a associação com etoposídeo aumentou as células em G1 (32,18%) (p<0,05). Além disso, o MC aumentou a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), avaliada por marcação com DHE, e potencializou esse efeito quando combinado com doses abaixo do IC50 de etoposídeo. A expressão gênica de marcadores de morte celular (CASP3, NLRP3, GSDMD e RIPK1) foi analisada por PCR em tempo real, demonstrando tendências de modulação, que precisam ser confirmadas por ensaios subsequentes. Ensaios clonogênicos mostraram que o MC inibiu a formação de colônias, e culturas 3D de esferoides confirmaram seu efeito na redução do tamanho dos esferoides, além de potencializar a ação da cisplatina nesses modelos mais complexos. Por fim, foi observado que o meio condicionado derivado de macrófagos M1 induziu uma redução de aproximadamente 20% na fluorescência de Ki67 na linhagem NCI-H1299, sugerindo um possível efeito antiproliferativo. Os resultados observados sugerem que o MC possui efeitos antiproliferativos e pode modular a resposta aos quimioterápicos. Esses resultados fornecem uma base para investigações futuras que possam explorar novas estratégias combinatórias no tratamento do câncer de pulmão, integrando a modulação do microambiente tumoral à quimioterapia convencional. |
| URI : | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67579 |
| Aparece en las colecciones: | Dissertações de Mestrado - Inovação Terapêutica |
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