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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67564

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Título: Comida na escola é resistência no território: um estudo sobre sociobiodiversidade e ultraprocessados na alimentação escolar na etnia Xukuru do Ororubá
Autor(es): SILVA, Everton Deyvid Eloi da
Palavras-chave: Alimentação escolar; Direito humano à alimentação adequada; Segurança alimentar; Política nacional de alimentação e nutrição
Data do documento: 16-Dez-2025
Citação: SILVA, Everton Deyvid Eloi da. Comida na escola é resistência no território: um estudo sobre sociobiodiversidade e ultraprocessados na alimentação escolar na etnia xukuru do ororubá. 2025. 45 f. TCC (Graduação em Nutrição) - Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, 2026.
Abstract: O Programa Nacional de Alimentação Escolar busca garantir uma alimentação saudável e sustentável aos estudantes da rede pública, contando com leis e diretrizes que incentivam a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar e redução dos ultraprocessados. A alimentação escolar indígena deve estar alinhada com as diretrizes do PNAE, incorporando alimentos próprios de sua cultura e sociobiodiversidade, valorizando assim seus saberes e práticas ancestrais. O objetivo do estudo foi avaliar qualitativamente os cardápios da alimentação escolar da etnia indígena Xukuru do Ororubá, com ênfase nos contrastes entre alimentos da sociobiodiversidade e ultraprocessados. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, com abordagem qualitativa. Foi realizada avaliação semanal dos cardápios planejados para quatro semanas, de duas escolas. A análise da presença dos alimentos da sociobiodiversidade e ultraprocessados contou com a ferramenta IQ COSAN. Os cardápios apresentaram predominância de alimentos in natura (34%) e minimamente processados (38%), embora ainda houvesse presença de ultraprocessados (14%). As frutas in natura apareceram ao menos duas vezes por semana em três das quatro semanas avaliadas; em todas as semanas houve oferta de pelo menos um alimento da sociobiodiversidade e regional, como feijão, macaxeira e xerém; os alimentos processados estiveram presentes no máximo duas vezes por semana, atendendo o esperado; a oferta de legumes e verduras não atingiu o mínimo recomendado em nenhuma das semanas; enquanto os alimentos ultraprocessados apareceram em três semanas. No geral, observou-se baixa diversidade nos cardápios. Apesar da presença de alimentos ultraprocessados, também se observou a inclusão de alimentos da sociobiodiversidade, com a predominância dos in natura e minimamente processados. Esse cenário evidencia a força e resistência que o Programa oportuniza na promoção de uma alimentação saudável, sustentável e que proteja a cultura, memórias e ancestralidade, mesmo diante dos desafios do sistema alimentar hegemônico.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67564
Aparece nas coleções:(CAV) TCC - Nutrição

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