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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67525

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dc.contributor.advisorMUTZENBERG, Remo-
dc.contributor.authorMANGANA, Gregório Adélio-
dc.date.accessioned2026-01-12T13:05:36Z-
dc.date.available2026-01-12T13:05:36Z-
dc.date.issued2024-12-16-
dc.identifier.citationMANGANA, Gregório Adélio. O Estatuto da "Medicina Tradicional" em Moçambique: governança, (bio) diversidade epistémica e (des) colonidade. 2024. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67525-
dc.description.abstractA manifestação e coexistência de saberes e práticas socioculturais autóctones em países outrora colonizados foi sempre marcada por tensões e cenários de repressão, desprestígios e resistências, sobretudo na sua coexistência com a racionalidade moderna ocidental. Este cenário vem ocorrendo desde o período de ocupação e colonização europeia e perpetua-se até os dias de hoje, devido, no entanto, à maioria dos países saídos da colonização terem adotado modelos de organização social e política ocidentais como únicas formas válidas e oficiais no processo de construção das suas nações. Em Moçambique, em particular, os regimes instituídos no período pós-independência, agenciaram as cosmovisões autóctones sob diferentes perspectivas (desde repressões, desprestígios, “valorização” etc.). No entanto, no que concerne à medicina tradicional, nosso objeto de pesquisa, até o presente continua se manifestando conflitos e tensões associados, de um lado, à sua credibilidade enquanto forma válida de conhecimento, e de outro, à consequente luta pela sua legitimação e regulamentação. É neste sentido que a presente tese procurou, como objetivo central, analisar as dinâmicas de governança da medicina tradicional, buscando compreender as reivindicações e controvérsias em torno da sua regulamentação em Moçambique. Com base em ferramentas metodológicas qualitativas, recorremos a triangulação de métodos e técnicas de pesquisa, nomeadamente: observação participante, conversas informais, registros, entrevistas semiestruturadas e pesquisa documental. O trabalho de campo foi realizado, entre 2020 e 2021 em três províncias de Moçambique: Maputo, Gaza e Inhambane, orientado pela seguinte questão: Que pressupostos estão subjacentes às reivindicações e controvérsias em torno da regulamentação da medicina tradicional em Moçambique? A tese demonstra que as demandas pela regulamentação da medicina tradicional têm como pressupostos cinco razões fundamentais: (1) a reivindicação pelo seu lugar dentro das instituições responsáveis pelo agenciamento da medicina tradicional (reivindicação como sujeitos autodeterminantes nos processos decisórios da sua prática), (2) a proteção dos conhecimentos médicos tradicionais, (3) a desqualificação e marginalização destas atividades, (4) a necessidade de reconhecimento da espiritualidade, (5) o controle das atividades médicas tradicionais, de modo a estabelecer rigor sobre o que deve ser ou não permitido.pt_BR
dc.description.sponsorshipCAPESpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectMedicina tradicionalpt_BR
dc.subjectGovernançapt_BR
dc.subjectRegulamentaçãopt_BR
dc.subject(Des) colonialidadept_BR
dc.subjectMoçambiquept_BR
dc.titleO Estatuto da "Medicina Tradicional" em Moçambique: governança, (bio) diversidade epistémica e (des) colonidadept_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.advisor-coMENESES, Maria Paula-
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4756467002934625pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.leveldoutoradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5704991442247075pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Sociologiapt_BR
dc.description.abstractxThe manifestation and coexistence of indigenous socio-cultural knowledge and practices in formerly colonized countries has always been marked by tensions and scenarios of repression, discrediting and resistance, especially in their coexistence with modern Western rationality. This scenario has been going on since the period of European occupation and colonization and continues to this day, due to the fact that most of the countries that emerged from colonization have adopted Western models of social and political organization as the only valid and official forms in the process of building their nations. In Mozambique, in particular, the regimes established in the post-independence period acted on indigenous worldviews from different perspectives (from repression, discrediting, “valorization”, etc.). However, as far as traditional medicine is concerned, our research subject, to date there have been conflicts and tensions associated, on the one hand, with its credibility as a valid form of knowledge, and on the other, the consequent struggle for its legitimization and regulation. It is in this sense that the central aim of this thesis was to analyze the dynamics of governance of traditional medicine, seeking to understand the claims and controversies surrounding its regulation in Mozambique. Based on qualitative methodological tools, we used triangulation of research methods and techniques, namely: participant observation, informal conversations, records, semi structured interviews and documentary research. The fieldwork was carried out between 2020 and 2021 in three provinces of Mozambique, namely Maputo Province, Gaza Province and Inhambane Province, guided by the following question: What assumptions underlie the claims and controversies surrounding the regulation of traditional medicine in Mozambique? The thesis shows that the demands for the regulation of traditional medicine are based on five fundamental reasons: (1) the claim for their place within the institutions responsible for managing traditional medicine (claim as self-determining subjects in the decision-making processes of their practice), (2) the protection of traditional medical knowledge, (3) the disqualification and marginalization of these activities, (4) the need for recognition of spirituality, and (5) the control of traditional medical activities, in order to establish rigour about what should and should not be allowed.pt_BR
dc.contributor.advisor-coLatteshttp://lattes.cnpq.br/4250231316497463pt_BR
dc.contributor.authorORCIDhttps://orcid.org/0000-0001-9980-8269pt_BR
dc.contributor.advisorORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-4099-608Xpt_BR
Appears in Collections:Teses de Doutorado - Sociologia

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