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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67500
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| Title: | A aplicação do Acordo de Não Persecução Penal nos crimes de corrupção |
| Authors: | BARRETO, Maria Fernanda Albuquerque Paes |
| Keywords: | Acordo de Não Persecução Penal - ANPP; Crimes de corrupção; Justiça negocial; Crimes contra a administração pública; Alternativas penais |
| Issue Date: | 16-Dec-2025 |
| Citation: | BARRETO, Maria Fernanda Albuquerque Paes. A aplicação do Acordo de Não Persecução Penal nos crimes de corrupção. 2026. 61 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Direito) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | A presente monografia analisa a possibilidade de aplicação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) em casos de crimes de corrupção, examinando a doutrina e a jurisprudência. O trabalho está inserido em um contexto de expansão global da justiça criminal negocial, que busca solucionar a crise de sobrecarga e ineficiência do sistema penal. Tais mecanismos, contudo, suscitam preocupações quanto à preservação de garantias fundamentais, de equidade processual e quanto à concentração de poder no Ministério Público. No Brasil, a introdução do ANPP pela Lei nº 13.964/2019 representa um avanço da justiça consensual, embora a legislação e sua aplicabilidade ainda sejam consideradas primitivas. Diante disso, o estudo aprofundou-se em um tema de especial relevância e controvérsia: a aplicação do ANPP em crimes de corrupção, que, por sua alta reprovação social, são tradicionalmente objeto de um viés de rigor e repressão. A análise da jurisprudência dos tribunais superiores e das posições doutrinárias revelou uma grande resistência à aplicação do ANPP nesses casos. O Ministério Público, em seu poder-dever discricionário, tem recusado a proposta de acordo com base na avaliação de que a medida não seria suficiente para a reprovação e prevenção de crimes que causam danos sociais e econômicos expressivos. O estudo demonstrou que, apesar de não haver impedimento legal explícito, a gravidade concreta das condutas e o clamor social por punições severas se sobrepõem à lógica da celeridade e eficiência processual. Conclui-se que, na prática, a realidade jurídica brasileira, influenciada por uma forte cultura de combate à corrupção, privilegia a via processual penal tradicional. A aplicação do ANPP, ainda que teoricamente possível, esbarra em entraves institucionais e sociais, reafirmando o rigor como resposta penal dominante para delitos contra a Administração Pública. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67500 |
| Appears in Collections: | (CCJ) - TCC - Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação |
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