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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67139
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| Título : | Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? |
| Autor : | LIRA, Vanessa Horacio |
| Palabras clave : | Atitudes de política externa; Polarização afetiva; Opinião pública; Elites políticas; Experimento de survey |
| Fecha de publicación : | 30-sep-2025 |
| Editorial : | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citación : | LIRA, Vanessa Horacio. Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa?. 2025. Tese (Doutorado em Ciência Política) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Resumen : | Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? Por muito tempo predominou na literatura o consenso de que o público não tem interesse em política externa. Mas estudos recentes têm mostrado que os indivíduos possuem opinião sobre o tema e são influenciados pelas elites políticas ao formular suas preferências. O objetivo desta tese é testar os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa dos brasileiros. Com o aumento da polarizaçãoafetivaapartirde2018, naqualosindivíduostendemagostarcadavezmaisdogrupo do qual pertencem e adesgostar mais do grupo oposto, as elites políticas passaram a se apropriar mais de temas de política externa para mobilizar seus eleitores, enviando sinais para as massas. À medida que os indivíduos se polarizam afetivamente, utilizam esses sinais para formar suas preferências de política externa. Portanto, o argumento principal da tese é de que a polarização entre grupos políticos faz com que (1) os indivíduos expressem mais suas opiniões sobre política externa e (2) adotem posições mais fortes e menos ambíguas sobre temas dessa natureza. A pesquisa está desenhada a partir de duas estratégias. Na estratégia observacional utilizamos surveys do LAPOP (2006-2023), Latinobarômetro (2010-2023), Pew Research Center (2023) e do BAM (2010-2019) e identificamos que indivíduos mais polarizados, principalmente em relação a líderes políticos (Lula e Bolsonaro), estão positivamente associados a maior expressão e intensidade de opiniões. Em seguida, testamos as hipóteses em termos de causalidade a partir de um experimento randomizado pré-registrado, no qual ativamos a polarização afetiva através de um jogo de confiança. Os resultados mostraram que a polarização afetiva impacta significativamente as atitudes dos brasileiros em política externa. Os resultados do experimento indicam que a polarização afetiva opera como um mecanismo indireto, ao ampliar a disposição dos indivíduos para se engajarem em manifestações mais frequentes e intensas, mesmo quando os efeitos diretos sobre a expressão e a intensidade das atitudes se revelem limitados. Assim, a tese propõe-se a suprir uma lacuna na literatura ao demonstrar o papel da opinião pública como ator capazderefletireexpressarpreferências, elementofundamentalnasdemocracias, aomesmo tempo em que sustenta a polarização como variável explicativa crucial para a compreensão das atitudes individuais diante da política externa. |
| URI : | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67139 |
| Aparece en las colecciones: | Teses de Doutorado - Ciência Política |
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