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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67010

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Title: Efeito de histórias em quadrinhos na autoeficácia da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes: ensaio clínico randomizado
Authors: OLIVEIRA, Mayara Inácio de
Keywords: Histórias em quadrinhos; Saúde sexual e reprodutiva; Autoeficácia
Issue Date: 17-Dec-2025
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: OLIVEIRA, Mayara Inácio de. Efeito de histórias em quadrinhos na autoeficácia da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes: ensaio clínico randomizado. 2025. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: A iniciação sexual tem ocorrido, de forma cada vez mais precoce, entre os jovens, sendo a adolescência a fase em que ocorre esse despertar. Para evitar gravidez não planejada e/ou infecções sexualmente transmissíveis, é necessário educar os jovens para uma vida sexual saudável. No campo das tecnologias, as histórias em quadrinhos, amplamente utilizadas por adolescentes, podem contribuir para o processo de educação em saúde desse público. Neste sentido, o estudo objetivou avaliar o efeito das histórias em quadrinhos “E, na hora H, o que pode rolar?”, na autoeficácia da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes escolares. O conteúdo e a aparência das histórias em quadrinhos foram previamente validados por 24 juízes especialistas, alcançando percentual de concordância global de 0,91. Além disso, foi construído e validado instrumento para avaliar a autoeficácia promovida pelas histórias em quadrinhos na saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes, com percentual de concordância S-IVC/AVE de 0,9 e índice de concordância global de 0,91, na dimensão sexual; e percentual de concordância S-IVC/AVE de 0,95 e índice de concordância global de 0,92, na dimensão reprodutiva. Trata se de ensaio clínico randomizado, longitudinal e duplo-cego, com acompanhamento dos grupos por 30 dias. Participaram do estudo, realizado entre os meses de fevereiro e maio de 2024, estudantes de duas escolas públicas estaduais do Distrito Sanitário IV da cidade de Recife, Pernambuco, majoritariamente alunos do primeiro e segundo ano do ensino médio. O grupo controle e o grupo intervenção tiveram acesso ao material sobre saúde sexual e reprodutiva presente no livro didático da escola. Adicionalmente, o grupo intervenção leu as histórias em quadrinhos. As escolas, localizadas no mesmo distrito sanitário, foram randomizadas em dois grupos: no Grupo 1, sorteou-se a escola para o grupo intervenção; e no Grupo 2, a escola para o grupo controle, com a participação de 63 e 66 alunos, respectivamente. Foram aplicados pré testes para avaliar a autoeficácia dos grupos antes da intervenção, bem como pós-testes imediatos, após sete dias e, por fim, após 30 dias. A análise foi realizada por intenção de tratar. Os dados sociodemográficos foram analisados por meio de estatísticas descritivas e testes qui quadrado/exato de Fisher para verificar a homogeneidade entre os grupos. Os escores de autoeficácia dos participantes do grupo intervenção e do grupo controle foram calculados, considerando-se valores máximos, mínimos, médias, medianas e desvios-padrão. Os resultados evidenciaram homogeneidade (p<0,05) entre os grupos quanto ao sexo, à idade, ao gênero, à cor, ao estado civil, à renda familiar e religião. Contudo, não houve homogeneidade (p<0,05) no âmbito da vida sexual. O grupo intervenção declarou início da atividade sexual antes do grupo controle (61% e 28%, respectivamente). Houve diferenças também quanto ao uso de drogas lícitas (23% no grupo controle e 20% no grupo intervenção) e ilícitas (24% no grupo intervenção e 3% no grupo controle), bem como no uso do preservativo como método contraceptivo mais utilizado (39% no grupo intervenção e 26% no grupo controle), seguido da pílula anticoncepcional oral (20% no grupo intervenção e 4,93% no grupo controle). As médias nos pré-testes, pós-testes imediatos, pós-testes, após sete dias e pós-testes após 30 dias, nos grupos intervenção e grupo controle foram, respectivamente: 13,9 e 15,66 (p=0,014), 15,93 e 16,48 (p=0,496), 15,86 e 16,03 (p=0,747), 16,18 e 16,85 (p=0,432). Esses resultados refutaram a hipótese de que os escores de autoeficácia seriam significativamente maiores no grupo intervenção, após a leitura das histórias em quadrinhos. No entanto, a equiparação dos escores de autoeficácia entre os grupos no pós-teste imediato permite inferir que a tecnologia em questão pode ser recurso educacional útil para estimular práticas sexuais e reprodutivas saudáveis entre os adolescentes. Por fim, ao considerar as divergências importantes entre os grupos no pré-teste, além do curto intervalo de tempo entre a primeira e a última intervenção, recomenda-se a realização de novos estudos com maior número de participantes e avaliação dos efeitos a longo prazo. Ademais, sugere-se que outros profissionais, além dos enfermeiros, como professores, utilizem essa tecnologia para disseminar informações seguras e relevantes sobre saúde sexual e reprodutiva entre adolescentes.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67010
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - Enfermagem

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