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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66694

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Título : Estudo do potencial radiomitigador do extrato de Ginkgo biloba
Autor : DINIZ, Larissa Vitória Gomes
Palabras clave : Radiomitigador; Ginkgo biloba; Radiação ionizante; Dosimetria biológica; Citogenética
Fecha de publicación : 13-ago-2025
Citación : DINIZ, Larissa Vitória Gomes. Estudo do potencial radiomitigador do extrato de Ginkgo biloba. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : A radiação ionizante possui ampla aplicação nas áreas médica, industrial e energética, sendo utilizada em procedimentos como radioterapia, esterilização e produção de energia nuclear. No entanto, ao interagir com a matéria biológica, essa radiação transfere energia às moléculas celulares, levando à formação de espécies reativas de oxigênio, que provocam estresse oxidativo, danos às membranas, proteínas e quebras na molécula de DNA, podendo resultar em mutações, instabilidade genômica ou morte celular. A busca por radiomitigadores eficazes e de baixa toxicidade tem levado ao estudo de compostos naturais, como a Ginkgo biloba, conhecida por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antiapoptóticas. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito radiomitigador do extrato de Ginkgo biloba em linfócitos humanos irradiados in vitro com radiação gama. Foram coletadas amostras de sangue periférico de um voluntário saudável, que foram divididas em grupos: controle negativo, controle do extrato (0,025 e 0,05 μg/mL), irradiados sem tratamento (2 Gy e 4 Gy) e irradiados tratados com o extrato nas mesmas concentrações. Após a irradiação em fonte de 60Co, as amostras foram incubadas por 2 horas e cultivadas com fitohemaglutinina, com adição de citocalasina B, para bloqueio da citocinese, permitindo a análise de micronúcleos (MN) em células binucleadas. Foram analisadas 3000 células por grupo, e os dados foram submetidos ao teste U de Papworth, ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05). Observou-se aumento dose-dependente da frequência de MN nos grupos irradiados: 0,192 (2 Gy) e 0,619 (4 Gy). Os grupos tratados com o extrato apresentaram redução significativa da frequência de MN: 23,96% e 21,88% para 2 Gy; 35,86% e 27,29% para 4 Gy, nas concentrações de 0,025 e 0,05 μg/mL, respectivamente. As doses estimadas e os percentuais de dano também foram reduzidos, com destaque para o grupo 4 Gy + 0,025 μg/mL, cuja dose estimada caiu de 4,717 Gy para 3,481 Gy e o percentual de dano de 42,80% para 29,13%. O extrato não apresentou citotoxicidade isolada, nem induziu danos genéticos em culturas não irradiadas. A análise estatística revelou diferenças significativas entre os grupos irradiados tratados e não tratados, confirmando efeito significativo na mitigação dos danos cromossômicos induzidos pela radiação. Tal efeito é atribuído à ação antioxidante e anti-inflamatória de seus componentes bioativos, que neutralizam radicais livres, reduzem a inflamação e inibem vias apoptóticas. Conclui-se que o extrato de Ginkgo biloba demonstrou potencial radiomitigador in vitro, sugerindo sua aplicabilidade em contextos de exposição à radiação ionizante.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66694
Aparece en las colecciones: (CB - BM) - TCC - Biomedicina

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