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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25502
Title: A democraticidade como instrumento de limitação e legitimação do aprisionamento cautelar: uma proposta de contenção do fenômeno de inversão do sistema penal
Authors: MORAES, Thiago Mota de
Keywords: Direito penal - Filosofia; Prisão (Direito penal) - Brasil; Prisão preventiva - Brasil; Direitos fundamentais; Direito à liberdade; Igualdade; Presunção de inocencia; Medidas cautelares - Brasil; Legitimação; Garantia (Direito); Direito processual penal; Criminologia; Brasil. Supremo Tribunal Federal; Direitos humanos - Brasil; Legalidade (Direito) - Brasil; Proporcionalidade (Direito); Estado de direito; Juízes - Decisões; Processo penal - Teoria
Issue Date: 5-Mar-2016
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Abstract: Com o exponencial crescimento da população carcerária brasileira mensurado nas últimas décadas, verificou-se um incremento mais substancial na utilização dos mecanismos de aprisionamento cautelar de índole penal. Tal paradigma reflete a tensão entre o interesse do Estado em garantir a efetividade do Processo Penal e os direitos fundamentais do acusado, em particular o direito à sua liberdade pessoal e à presunção de inocência. Há uma evidente dicotomia entre o recrudescimento progressivo da medida cautelar penal segregativa, e a necessidade de respeito às garantias constitucionais protetivas, que denota divergências ocultas em questões básicas de política criminal e do sistema de Direito Penal. Com o objetivo de compreender tal predicamento, examinou-se a prisão provisória, inserida tradicionalmente no Direito Processual Penal como medida instrumental de natureza cautelar, mas largamente utilizada como instrumento de política criminal de cunho preventivo, destinada à contenção da criminalidade e como antecipação do caráter punitivo da pena. Através do cotejamento da literatura e de decisões do Supremo Tribunal Federal, verificou-se a prisão provisória como produto de uma latente e inconfessada, porém nítida, concepção inquisitiva de Processo Penal. Nosso estudo sugere que tal predicamento seria resultado de um processo de expansão do poder punitivo estatal, revelado no fenômeno da inversão do sistema penal, somente possível em decorrência da outorga pela legislação pátria infraconstitucional de substancial amplitude semântica aos provimentos coativos cautelares e de permanências autoritárias na cultura, nos personagens e nas práticas do Processo Penal. As observações resultantes do uso do referido instituto demonstram sua incompatibilidade com o marco referencial da Democraticidade (Cunha Martins), pelo viés de uma epistemologia garantista (Ferrajoli). Reconhecendo o caráter entimemático do método de aplicação do direito, relacionamos o paradigma dos preceitos constitucionais oriundos da presunção de inocência e da proporcionalidade, como elementos negativos na construção de uma proposta de contenção hermenêutica da prisão provisória brasileira.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25502
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Direito

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