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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18949
Título: No Caminho para uma Gestão Criativa: A Percepção dos Gestores da Economia Criativa sobre suas Experiências
Autor(es): CARVALHAL, Felipe
Palavras-chave: Gestão Criativa. Economia Criativa. Classe Criativa. Liderança Criativa. Cultura Organizacional Criativa.;Creative Management. Creative Economy. Creative Class. Creative Leadership. Creative Organizational Culture.
Data do documento: 29-Fev-2016
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: Em um ambiente marcado por mudanças rápidas e pujantes gerir uma organização tornou-se um desafio, em especial no cenário da economia criativa, seja pela dinâmica do mercado ou pelas características dos trabalhadores, engajar-se nessa missão exige dedicação e preparo. É preciso conciliar os pressupostos de gestão, notadamente de ontologia objetiva, com uma característica puramente subjetiva, a criatividade, em busca de uma gestão criativa. Diante disso, esta pesquisa procurou saber como os líderes de organizações da economia criativa percebem a sua atuação em busca de uma gestão criativa. Para tal, foi realizada um trabalho caracterizado como exploratório e descritivo analítico de natureza qualitativa, por meio de estudo de casos coletivos com inspiração fenomenológica, adotando como ponto de vista ontológico a realidade como uma construção social. Foram realizadas semiestruturadas com um total de onze gestores de organizações da economia criativa em Recife-PE, Brasil. Foi possível denotar que os líderes das organizações pesquisadas percebem sua atuação voltadas para uma gestão criativa. Estas pessoas procuram pontuar suas práticas e ações tendo em vista à criatividade, a novidade e a inovação, tudo isso pautado em um ambiente que respira o respeito e a diversidade. Ficou evidente que os entrevistados e entrevistadas exercem uma liderança favorável ao afloramento da criatividade de suas equipes, mesmo que apresentem dificuldades em uma situação ou outra, explicada muitas vezes pela experiência de vida cada um. Elas e eles mostraram que a cultura organizacional de suas organizações, seu exercício de liderança e o modo como entendem seus colaboradores, podem sim, ser tratados e explorados para se chegar à uma gestão criativa. Em referência ao modelo é preciso repensá-lo no que tange a participação da classe de trabalhadores dita como não criativa, como ela interage nessa economia, quais são suas implicações e afins. É preciso elucidar a imbricação da cultura organizacional nos outros pilares propostos para uma gestão criativa, em especial em relação à classe criativa, pois mostrou-se que ambos compartilham valores e situações muito próximas. Faz-se necessário repensar o modelo considerando paradigmas modernos e não apenas com preceitos pós-modernos. Contudo, as práticas discursivas e os contextos apresentados nos alertam para um caráter pouco difundido da economia criativa, em especial ao incentivo e valorização do empreendedorismo urbano neoliberal. Dando a entender que qualquer pessoa pode fazer parte desta economia, mesmo não sabendo as consequências pela escolha ou não escolha desta. O discurso promissor e bastante difundido acerca da economia criativa e sua relevância para o desenvolvimento global escondem um ambiente marcado por relações de trabalho mais precárias, aonde um ambiente agradável esconde uma maior carga horária, e uma flexibilidade de horários e liberdade se refletem em prazos mais curtos e metas mais audaciosas. Outra discussão importante é que muitos atores da economia criativa não foram educados para vender sua criatividade, tendo que aprender na marra, e com muito suor, a transformar uma ideia em dinheiro, destacando o quão desafiador é trabalhar num ambiente extremamente inovador, onde os erros constantes podem desestimular e frustrar estes profissionais. Por fim, destaca-se que harmonizar dois aspectos diametralmente opostos, gestão e criatividade, requer que os atores organizacionais atuem de forma a abranger as características da cultura organizacional aberta e flexível, aliadas ao exercício de uma liderança que promova a criatividade de seus liderados, conseguida a partir do conhecimento das características e anseios dos integrantes de suas equipes.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18949
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Administração

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