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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15684
Título: Excesso de peso e fatores associados em sobreviventes de Leucemia Linfóide aguda tratados em um centro de referência do Nordeste do Brasil
Autor(es): BARBOSA, Janine Maciel
Palavras-chave: Leucemia linfóide; Sobreviventes; Sobrepeso; Obesidade; Criança; Adolescente
Data do documento: 20-Mai-2015
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Resumo: No Brasil, os registros de câncer de base populacional mostram uma incidência de câncer infantil de 154,3 casos por milhão, dos quais as leucemias respondem pelo maior percentual. Dentre as leucemias, a leucemia linfóide aguda (LLA) corresponde a cerca de 80% dos casos e até metade do século passado era considerada uma doença fatal. Graças ao melhor conhecimento da doença, a introdução de novas drogas com protocolos terapêuticos adequados e ao melhor tratamento de suporte, tornou-se uma doença curável. Contudo, os avanços terapêuticos resultaram em um número cada vez maior de sobreviventes e de efeitos a longo prazo na saúde e na qualidade de vida desta população. O excesso de peso é um dos efeitos colaterais mais bem documentados e uma série de mecanismos etiológicos foram propostos, incluindo características relacionadas ao paciente e ao tratamento. No entanto, ainda não está claro quais os fatores associados ao excesso de peso e ao ganho de peso durante o tratamento entre pacientes tratados com protocolos terapêuticos mais modernos bem como entre aqueles tratados em regiões com recursos limitados. Desta forma, o presente estudo teve como principal objetivo analisar a frequência de excesso de peso e o incremento do índice de massa corporal-para-idade (IMC/I) durante o tratamento, assim como os fatores associados em sobreviventes de LLA tratados em centro de referência do Nordeste do Brasil. Este foi um estudo retrospectivo do tipo série de casos, com dados do diagnóstico ao follow-up, realizado com 210 pacientes tratados conforme o protocolo LLA–Recife–2005, entre agosto de 2005 e outubro de 2013. Dados clínicos e antropométricos foram coletados do prontuário eletrônico e o diagnóstico nutricional realizado a partir do escore Z do índice Altura-para-Idade (ZA/I) e do escore Z do IMC/I (ZIMC/I), segundo Organização Mundial de Saúde. Considerou-se baixa estatura ZA/I < 2 desvios-padrão e excesso de peso ZIMC/I > 1 desvio-padrão. O modelo de regressão logística foi construído para examinar os potenciais preditores de excesso de peso em dois pontos: (1) término do tratamento; (2) no último follow-up. Os resultados demonstraram 24,3% de excesso de peso ao diagnóstico com tendência ao aumento durante e após tratamento. Em todas as fases a média de ZIMC foi superior à referência, com incremento importante na fase de indução e de manutenção. Excesso de peso no baseline e grupo de risco da LLA mostraram-se independentemente associados ao excesso de peso ao término, enquanto excesso de peso ao baseline e crescimento linear associados ao excesso de peso no follow-up. Houve contribuição do ZIMC/I do diagnóstico, da variação do IMC/I (ΔZIMC/I) da fase de manutenção e da ΔZIMC/I do tratamento como um todo para a chance de excesso de peso ao término. Esses resultados levaram a concluir que houve incremento significante na frequência de excesso de peso e no ZIMC/I durante e após tratamento ativo, com destaque na fase de manutenção. E ainda que o excesso de peso no baseline comportou-se como principal fator associado ao excesso de peso no término do tratamento e no follow-up.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15684
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Nutrição

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