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Título: Avaliação da dose em radioterapia crânio-espinhal para meduloblastoma
Autor(es): Lucia de Oliveira, Fernanda
Palavras-chave: Meduloblastoma; Dosimetria Termoluminescente; Radioterapia
Data do documento: 31-Jan-2008
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Lucia de Oliveira, Fernanda; Correia Vilela, Eudice. Avaliação da dose em radioterapia crânio-espinhal para meduloblastoma. 2008. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Energéticas e Nucleares, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2008.
Resumo: O Meduloblastoma é um Tumor Neuroectodermal Primitivo da Fossa Posterior (PNET-FP), sendo biologicamente agressivo com predominância entre as faixas etárias de 5 a 10 anos e de 24 a 34 anos. O tratamento é realizado de maneira conjunta pelo cirurgião, neurologista e o radioterapeuta. Quando possível, é iniciado com cirurgia para máxima remoção do tumor, seguido da quimioterapia e da radioterapia. A radioterapia é realizada através da irradiação crânio-espinhal, com doses que variam de 30 a 35 Gy, seguido de um reforço na fossa posterior. Para esta prática, diversas técnicas têm sido propostas com a combinação dos campos e distribuição das doses, mas problemas com a distribuição da dose podem ocorrer durante a irradiação, devido à aplicação não coplanar dos campos. Isso pode resultar em sub ou superdosagem na junção dos campos, acarretando recidivas da doença, reduzindo a sobrevida do paciente ou gerando complicações tardias nos órgãos que estão no campo de irradiação ou nas regiões de contorno. Estas complicações, cujos fatores principais são as doses e a área irradiada, podem ser minimizadas através de aplicação de técnicas mais otimizadas. Neste trabalho foram avaliadas as doses devido à irradiação crânio-espinhal em pacientes com meduloblastoma através de duas técnicas: Técnica de meio-feixe e Campo angulado, com quatro planejamentos diferentes. Tais planejamentos foram realizados aplicando a Técnica de meio-feixe, Campo angulado, Campo angulado com gap móvel e Campo angulado sem gap móvel, isto viabiliza uma Intercomparação Dosimétrica do nível III, o que torna possível verificar as diferenças entre técnicas e equipamentos, conforme recomendação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no Safety Report Nº 17. Para este fim, foram utilizados um simulador antropomórfico, ALDERSONRANDON, e dosímetros termoluminescentes. Os resultados obtidos foram comparados entre si e observou-se que os valores das doses avaliadas variaram de 17 a 23% nos campos craniais e de 10 a 36% nos campos espinhais. Estes resultados sugerem a necessidade de realização de uma intercomparação dosimétrica do nível II para rastrear possíveis causas de tais diferenças entre dose planejada e dose medida para cada planejamento, visando à melhoria da qualidade da radioterapia
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9813
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Tecnologias Energéticas e Nucleares

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