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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/951
Title: Estrutura espacial e ecologia de briófitas epífitas e epífilas de remanescentes de floresta atlântica na estação ecológica de Murici, Alagoas
Authors: Dámaris Pereira Alvarenga, Lisi
Keywords: Alagoas; Efeito de borda; Padrões de ocupação; Fragmentação de habitat; Comunidades de dossel; Grupos ecológicos; Florestas tropicais; Conservação
Issue Date: 2007
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: Dámaris Pereira Alvarenga, Lisi; Cavalcanti Pôrto, Kátia. Estrutura espacial e ecologia de briófitas epífitas e epífilas de remanescentes de floresta atlântica na estação ecológica de Murici, Alagoas. 2007. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.
Abstract: Visando atender à necessidade de ampliar o conhecimento cobre ecologia de briófitas epífitas e epífilas e acrescer a flora do Estado de Alagoas, estas comunidades foram inventariadas em fragmentos florestais da Estação Ecológica Murici (9º11 05 - 9º16 48 S/ 35º45 20 - 35º55 12 O), Nordeste do Brasil. Visto que possuem elevada sensibilidade a microclima, ciclos de vida rápidos e alta especificidade por substratos, briófitas epífilas são um grupo-chave para estudos sobre dinâmica metapopulacional. Elas permitem acessar respostas às variações ambientais em escalas espaciais e temporais relativamente menores àquelas das plantas superiores. Assim, epífilas de sub-bosque foram coletadas nos primeiros 100 metros de borda de dez fragmentos da área e tiveram seus padrões de ocupação (abundância local e regional) e fertilidade aferidos. Foi observada uma tendência de perda de abundância local e regional, e isso pode estar atrelado à reduzida expressão sexual e assexual observada com a perda de qualidade de habitat. Embora a fertilidade não tenha sido correlacionada com constância nos fragmentos, espécies frequentemente férteis colonizaram um significativo maior número de sítios dentro dos mesmos. Espécies dióicas particularmente mostraram menor proporção de populações férteis e baixa freqüência nos fragmentos. Métricas da paisagem, principalmente tamanho e isolamento, juntamente com indicativos de qualidade de habitat de fragmentos (proporção de vegetação secundária) explicaram melhor a variação na riqueza e ocupação das epífilas que a distância de borda. Isto sugere que os efeitos da fragmentação em escala local desempenham um papel coadjuvante ou secundário na brioflora após determinado tempo decorrido. É possível que o presente estudo tenha retratado este estágio sucessional, onde aspectos locais já não impactam a brioflora com a mesma clareza que o isolamento. Os resultados acrescem o suporte empírico para a visão mais ampla e realista dos efeitos da fragmentação e perda de habitat. Ações de prospecção de áreas prioritárias para conservação devem levar em consideração tanto a quantidade de habitat remanescente como também a conectividade entre as diversas manchas em que ela se distribui na paisagem. No caso das briófitas epífitas, isolamento, área e proporção de vegetação secundária também influenciaram significativamente a brioflora. Os remanescentes maiores, menos isolados e com boa proporção de vegetação secundária abrigaram uma riqueza total praticamente três vezes superior aos menos conservados. Epífitas não chegaram a colonizar sequer troncos inferiores na maioria dos fragmentos não conservados, ficando restritas às bases com comunidades bastante descaracterizadas em seu componente florístico, isto é, fortemente dominadas por espécies generalistas e xerófitas, ao passo que 95% das espécies típicas de sombra foram confinadas aos fragmentos conservados. Somando-se isto ao fato de que houve uma grande similaridade do dossel dos fragmentos conservados com o sub-bosque dos não conservados, os resultados sugerem que a perda de habitat leva a um deslocamento das guildas típicas de sol do dossel para o sub-bosque. Isto esclarece eventos precedentes à extinção, resultado culminante da fragmentação e perda de habitat, de grupos biológicos em ecossistemas florestais. Ademais, mostra que remanescentes florestais capazes de abrigar floras epífitas ricas até o dossel possuem mais de 300 ha, o que está longe de ser um tamanho comum nos remanescentes de Floresta Atlântica brasileira e, portanto, reforça a necessidade de conservação dos poucos que ainda alcançam tais marcas
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/951
Appears in Collections:Dissertações de Mestrado - Biologia Vegetal

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