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Título: Contexto social e os aspectos comportamentais associados aos cuidadores e suas interferências na adesão medicamentosa do doente de Alzheimer
Autor(es): Cláudia Florêncio Neves, Ana
Palavras-chave: Cuidadores; Doença de Alzheimer; Adesão ao medicamento
Data do documento: 31-Jan-2011
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Cláudia Florêncio Neves, Ana; Ferreira, Jonatas. Contexto social e os aspectos comportamentais associados aos cuidadores e suas interferências na adesão medicamentosa do doente de Alzheimer. 2011. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.
Resumo: Introdução: Com o envelhecimento populacional cresce o número de problemas de saúde relacionados à pessoa idosa, com o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, como as demências. A doença de Alzheimer é responsável por 55% de todos os casos de demência. É uma doença neurodegenerativa primária, de natureza crônica e progressiva e que compromete as funções cognitivas, principalmente a memória, produzindo um declínio no funcionamento intelectual do doente e interferindo em suas atividades de vida diária como: higienizar-se, vestir-se, alimentar-se e realizar atividades fisiológicas adequadamente, acarretando uma dependência direta de cuidadores. O cuidador é uma pessoa, da família ou não, que tem o papel de prestar cuidados à pessoa que apresenta dependência. Justificativa: A condição vivida pelo cuidador gera muitas situações de sobrecarga, que é a somatização do estresse emocional e físico, pois ele tem que executar diversas atividades como cuidar do doente, resolver os problemas relacionados ao tratamento, administrar problemas financeiros e legais, organizar e executar atividades diárias que o doente, às vezes, já não mais executa como dar banho, vestir, alimentar, administrar medicamentos e, além disto, lidar com comportamentos alterados do doente. Isto pode trazer ao cuidador comprometimento físico e da saúde mental, representando agravos para a saúde, problemas sociais e econômicos. Além disto, estes comportamentos gerados pela situação vivida pelo cuidador podem interferir na sua conduta frente à farmacoterapêutica do portador de Alzheimer e prejudicar a adesão a terapêutica e, consequentemente, a qualidade de vida do paciente. Objetivos: Conhecer o nível de sobrecarga (estresse) e sintomas psiquiátricos (ansiedade, depressão e somatização) presentes nos cuidadores, e verificar até que ponto a presença destes sintomas pode afetar a farmacoterapêutica do doente de Alzheimer. Métodos e técnicas: Trata-se de um estudo quantitativo. Estudo de caso do tipo transversal, descritivo observacional. Foi utilizado como instrumentos de avaliação questionários semi-estruturados e estruturados. A avaliação da presença de sintomas psiquiátricos nos cuidadores foi feita através do Self Report Questionare-20 (SRQ-20); A avaliação da presença de sobrecarga (estresse) nos cuidadores foi realizada através do Zarit Burden Interview e a avaliação da adesão ao tratamento foi feita pelo método indireto, através do teste de Morisky Medication Adherence Scale adaptado. O estudo foi realizado na cidade de Caruaru- Pernambuco, com 30 cuidadores primários, de ambos os sexos, dos pacientes cadastrados na Farmácia de Pernambuco Unidade Agreste, para recebimento dos medicamentos para tratamento da doença de Alzheimer padronizados no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Foi utilizada técnica de amostragem. Resultados: Da amostra, 83,3% dos cuidadores eram do sexo feminino e 16,7% eram do sexo masculino; 83,3% dos cuidadores apresentaram algum grau de sobrecarga, destes 36,7% apresentaram sobrecarga moderada a severa; 86,7% dos cuidadores acham que não tem tempo para cuidar de si em virtude da atividade de cuidar do doente, 56,7% acham que estão frequentemente ou sempre sobrecarregados; 53,3% dos cuidadores apresentam sofrimento mental (depressão) e 93,3% destes cuidadores não recebem nenhum apoio psicológico e social. Em relação a adesão medicamentosa dos doentes de Alzheimer, 56,7% dos doentes apresentam baixa adesão à terapêutica. Conclusões: O presente estudo permitiu perceber forte presença de sintomas psiquiátricos nos cuidadores, como também elevados níveis de sobrecarga. Foi percebido que para uma adequada assistência à saúde, o cuidado deve ser integral, com o foco não apenas no paciente e muitos menos o fornecimento de medicamentos para tratar a patologia, deve ser observado todo contexto social em que o paciente está inserido. Medidas de ordem preventivas, com apoio social e emocional poderiam contribuir para a diminuição da sobrecarga e dos sintomas psiquiátricos nos cuidadores
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9323
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Inovação Terapêutica

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