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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8738
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| Title: | Processos de significação sobre família em crianças acolhidas institucionalmente |
| Authors: | Paulo Bezerra de Lira, Pedro |
| Keywords: | processos de significação; família; crianças em acolhimento institucional; interação social; brincadeira |
| Issue Date: | 27-Feb-2012 |
| Publisher: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citation: | Paulo Bezerra de Lira, Pedro; Isabel Patricio de Carvalho Pedrosa, Maria. Processos de significação sobre família em crianças acolhidas institucionalmente. 2012. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2012. |
| Abstract: | A partir de uma compreensão sociointeracionista de desenvolvimento, este trabalho destaca a criança como construtora ativa de significações sobre objetos sociais diversos; sua participação na sociedade a instiga a reproduzir interpretativamente informações do mundo adulto de forma a atender aos interesses próprios de sua idade. Explorar significações infantis sobre família, por exemplo, pode revelar como crianças apreendem esse objeto e salientar os aspectos de maior visibilidade, segundo suas perspectivas, ainda que a família implique um processo de contínuas (trans)formações conforme valores e normas culturais. Em se tratando da criança em acolhimento institucional, torna-se sobressalente colocá-la na posição de sujeito ativo e detentor de direitos na vivência de institucionalização, escutando-a em suas próprias percepções, especialmente em um contexto sociocultural que defende a preservação do direito infanto-juvenil à convivência familiar e comunitária. É então que o presente estudo buscou investigar processos de significação sobre família em crianças de 3 a 6 anos acolhidas institucionalmente na cidade do Recife. Contou-se com 24 participantes, que estavam há pelo menos um mês acolhidos e cujas histórias de vida e situação processual no Poder Judiciário não foram conhecidas pelo pesquisador. Em sessões videogravadas, grupos de quatro ou cinco crianças foram convidados a brincar de família num setting lúdico previamente organizado com objetos à disposição, desempenhando personagens que admitissem integrar uma família. Dois dias após a sessão da qual participou, cada criança conversou individualmente com o pesquisador, também sob registro em vídeo, acerca da temática estudada, utilizando-se como material de apoio fotografias de momentos relevantes da sessão e lápis e papel. Sob análise microgenética, cada oficina foi observada atentamente, repetidas vezes, e episódios envolvendo significações relacionadas a família, construídas e negociadas pelas crianças, foram identificados, recortados e transcritos em detalhe; complementarmente, trechos das conversas foram alçados à discussão. Brincando de família e falando de seus personagens e ações, as crianças sinalizaram fragmentos perceptivos a respeito desse objeto social; isso, por meio da explicitação daqueles que julgaram compor uma família, da consideração de diferenças nas atividades desempenhadas por estes, da referência às distintas relações estabelecidas entre os personagens , e, especialmente, da forma como negociaram a condução dos empreendimentos lúdicos coletivos; o que revelou diferentes modos de ser família . Aparentes recortes mnêmicos de vivências particulares circunscreveram alguns relatos e ações. Interessante que, independentemente de essas crianças estarem acolhidas institucionalmente, suas brincadeiras se mostraram semelhantes a outras observadas em crianças de mesma faixa etária fora de uma situação de acolhimento, com papéis e posições negociadas. Os resultados evidenciam processos de significação como construções microgenéticas no aqui e agora das interações, as quais se apresentam imprevisíveis enquanto recombinação de significados advindos dos distintos parceiros interacionais imersos em um contexto sócio-histórico. O estudo realizado contribui para a percepção de que, mais do que crianças institucionalizadas, estas são crianças, e, assim sendo, são socialmente competentes como quaisquer outras. Além disso, permite refletir sobre o brincar na ontogênese infantil e as implicações metodológicas quando este é considerado lugar de observação |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8738 |
| Appears in Collections: | Dissertações de Mestrado - Psicologia |
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