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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8609
Título: Efeitos de solução salina hipertônica e manitol em coelhos com hipertensão intracraniana aguda
Autor(es): SILVA JUNIOR, Joacil Carlos da
Palavras-chave: Pressão intracraniana; Salina hipertônica; Manitol
Data do documento: 2006
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Carlos da Silva Junior, Joacil; Rocha Cirne Azevedo Filho, Hildo. Efeitos de solução salina hipertônica e manitol em coelhos com hipertensão intracraniana aguda. 2006. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Neuropsiquiatria e Ciência do Comportamento, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.
Resumo: A hipertensão intracraniana (HIC) constitui desafio terapêutico na prática neurocirúrgica. Independente dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos, o controle da pressão intracraniana (PIC) e da pressão de perfusão cerebral (PPC) influencia o prognóstico. O tratamento da HIC consiste no emprego de três estratégias: procedimentos cirúrgicos, estabilização da barreira hemato-encefálica (BHE) ou depleção do conteúdo hídrico cerebral, geralmente administrando soluções hipertônicas. Apesar da osmoterapia com manitol ser amplamente empregada, persistem divergências sobre os mecanismos de ação, doses e regimes de administração ideais. Soluções salinas hipertônicas (SSH) foram introduzidas como alternativa promissora e eficaz em substituição aos agentes osmóticos tradicionais. No entanto, a utilização de SSH não foi incorporada à prática clínica, permanecendo como terapia de exceção. Objetivando comparar o uso de manitol e SSH em mecanismo fisiopatológico específico, modelo de HIC aguda e letal foi desenvolvido em coelhos utilizando compressão por balão intracraniano até obtenção de PIC de 50mmHg. Doze animais foram divididos em três grupos (controle, SSH e manitol) diferindo na administração intravenosa de NaCl 0,9%, NaCl 10% e manitol 20% após cinco minutos da indução de HIC. A dose de NaCl 10% foi calculada para administração de carga osmótica idêntica à dose de manitol 20% de 1g/kg. Durante 90 minutos, monitorização contínua da PIC e da pressão arterial média (PAM) foi realizada permitindo cálculo da PPC. O grupo controle apresentou sobrevida média de 53 minutos, houve diferença estatística em relação aos grupos tratados com SSH e manitol (p = 0,0002). Em comparação ao grupo manitol, o grupo SSH apresentou menores valores de PIC (p=0,0116) e maiores valores de PAM (p<0,0001) e PPC (p<0,0001). No modelo experimental adotado, os achados demonstraram maior eficácia do tratamento com NaCl 10% em comparação ao manitol 20%. Estudos clínicos prospectivos utilizando cargas osmóticas equivalentes de manitol e NaCl em situações específicas de HIC serão necessários para definir as melhores indicações de cada agente osmótico
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8609
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Neuropsiquiatria e Ciência do Comportamento

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