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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8314
Título: Na linha do metrô : um estudo dos sentidos do trabalho para as mulheres que atuam como ambulantes nas estações do metrô do Recife
Autor(es): Claudia Alexandre da Silva, Ana
Palavras-chave: Trabalho Feminino; Trabalho Informal; Informalidade; Divisão Sexual do Trabalho
Data do documento: 31-Jan-2008
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Claudia Alexandre da Silva, Ana; de Lourdes Meira Cordeiro, Rosineide. Na linha do metrô : um estudo dos sentidos do trabalho para as mulheres que atuam como ambulantes nas estações do metrô do Recife. 2008. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2008.
Resumo: Esta é uma dissertação na linha de pesquisa de Processos Psicossociais, Poder e Práticas Coletivas, que teve como objetivo central compreender e analisar os sentidos que as mulheres atribuem as atividades remuneradas que realizam como ambulantes. Para isso, procurou-se compreender os motivos que as levaram a ser ambulantes no Metrô; conhecer a importância que elas dão ao dinheiro que recebem como ambulantes e o valor deste para suas famílias; entender se cada uma delas considera as atividades que realizam na estação como seu trabalho; compreender o que elas vão fazer se chegarem a ser expulsas do Metrô; e identificar as suas expectativas profissionais futuras. Esta dissertação teve como referencial teórico a Psicologia Social de cunho Construcionista e o estudo das práticas discursivas e a produção de sentidos. Dois níveis de aproximação com o tema abordado foram utilizados como metodologia: a observação realizada na Estação do Metrô Joana Bezerra, na cidade do Recife, registrando as informações no diário de campo e as entrevistas realizadas com 10 mulheres que são ambulantes nessa mesma estação. Como resultado, observou-se que as mulheres do Metrô consideram o que fazem como trabalho. Para elas, ser ambulante é o seu trabalho, é o seu meio de sobrevivência. Essas trabalhadoras ficam no Metrô de segunda a sábado, umas de domingo a domingo, e obedecem a um horário de chegada e saída. Dessa forma, concluiu-se que apesar dessas ambulantes saberem da precariedade do trabalho que realizam, sem as garantias que um vínculo com carteira assinada oferece, elas lutam por seu espaço no Metrô, resistindo às dificuldades, como a concorrência, a falta de dinheiro para repor as mercadorias e a ameaça de serem expulsas da estação. Observou-se, também, mulheres que, mesmo considerando o que fazem como trabalho, sonham em ter um emprego bonzinho, de carteira assinada , outras que gostariam de ter um negócio próprio e muitas que nem sonham mais, apenas vão levando a vida e, portanto, não querem sair da estação, fazendo da atividade que desenvolve como ambulante no Metrô seu único meio de sobrevivência, seu único trabalho
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8314
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Psicologia

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