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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/794
Título: Peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus: ecologia e conhecimento tradicional no Ceará e Rio Grande do Norte, Brasil
Autor(es): ALVES, Maria Danise de Oliveira
Palavras-chave: Trichechus manatus manatus; Ecologia; Peixe-boi marinho
Data do documento: 2007
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Danise de Oliveira Alves, Maria; Adélia Borstelmann de Oliveira, Maria. Peixe-boi marinho, Trichechus manatus manatus: ecologia e conhecimento tradicional no Ceará e Rio Grande do Norte, Brasil. 2007. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2007.
Resumo: O peixe-boi marinho é considerado o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil, ocorrendo de modo descontínuo ao longo da costa norte-nordeste do país. O objetivo deste trabalho foi obter conhecimento acerca da ecologia de Trichechus manatus manatus no litoral leste do Ceará e noroeste do Rio Grande do Norte, coletando-se dados por meio de monitoramento de animais nativos e questionários com comunidades litorâneas para averiguar os possíveis padrões de utilização espacial e temporal, sazonalidade, estrutura social, influências geoambientais e atividades antrópicas existentes. Os pontos-fixos de monitoramento estavam situados nas praias de Picos e Retiro Grande (município de Icapuí - Ceará) e os questionários foram aplicados em localidades no litoral leste do Ceará e noroeste do Rio Grande do Norte. O monitoramento durou 27 meses e foram realizadas 246 entrevistas. A área de estudo mostrou-se rica em recursos ecológicos (macroalgas, fanerógamas marinhas, fontes de água doce e conglomerados) essenciais para a manutenção do peixe-boi marinho, especialmente no município de Icapuí. Animais solitários e dois indivíduos (dois adultos ou fêmea com filhote) caracterizam a estrutura social predominante na região. As avistagens se concentraram nos meses de outubro a dezembro e os meses de outubro a março foram representados como provável período reprodutivo da espécie (acasalamento e nascimento de filhotes). Os municípios de Fortim e Aracati possuem maiores impactos antrópicos contra os animais, influenciando áreas vizinhas, como Retiro Grande. As atividades antrópicas que oferecem maiores riscos para a manutenção da espécie na região são a carcinicultura (perda de habitas para cuidados parentais e subseqüente encalhe de filhotes órfãos), a presença de barcos motorizados (desagregação de grupos e riscos de colisão), e as atividades de pesca, destacando-se a pesca de arrasto-de-fundo (perda dos locais de forrageio e emalhe de adultos e filhotes) e de rede de espera (emalhe). A descrição da ecologia e dos recursos ambientais foram similares tanto no estudo de monitoramento em campo como através do conhecimento empírico das comunidades litorâneas, demonstrando a importância dessas duas ferramentas de estudo para a conservação do peixe-boi marinho e a proteção de seu habitat
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/794
Aparece na(s) coleção(ções):Dissertações de Mestrado - Biologia Animal

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