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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/755
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| Title: | João e Maria de Barro - Quem São? As Loiceiras do Tope, em Viçosa do Ceará |
| Authors: | ARAUJO, Danielle Michelle Moura De |
| Keywords: | Intervenção; Mudança; Artesanato |
| Issue Date: | 2006 |
| Publisher: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citation: | Michelle Moura De Araujo, Danielle; Bivar Carneiro Campos, Roberta. João e Maria de Barro - Quem São? As Loiceiras do Tope, em Viçosa do Ceará. 2006. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006. |
| Abstract: | Muitos estudos sobre artesanato contemplam a importância econômica das produções artesanais. De fato é inegável o potencial econômico que esta atividade desempenha na vida de muitas pessoas, mas a atividade artesanal não pode ser compreendida apenas por esta óptica. A ânsia pelo aumento na comercialização do artesanato faz com que órgãos públicos e ou privados intervenham em núcleos artesanais, incentivando a feitura de novos modelos. Neste trabalho procurou-se investigar quais as mudanças sociais e simbólicas ocorridas na localidade do Tope, a partir da implantação de um galpão de artesanato. O Tope, em Viçosa do Ceará, é um antigo núcleo artesanal, conhecido na região pela produção de louça de barro. Há aproximadamente oito anos, o Tope recebeu a implantação de um galpão de artesanato. Nesse local, as artesãs recebem cursos e oficinas sob a orientação da Central de Artesanato do Ceará, um dos principais órgãos responsáveis pela política voltada ao setor no Estado. Por meio de uma metodologia pautada na observação participante, entrevistas semi-estruturadas, fotografias e filmagens, foram visitados técnicos que participaram direta ou indiretamente da instalação do galpão, bem como as artesãs que trabalham no lugar, e as que não tem relação com o galpão e praticam o ofício em casa. Dentre os resultados, observa-se nítida mudança das formas e modelos dos objetos produzidos no galpão, se comparados ao que era produzido há tempos atrás, e ao que ainda é feito por artesãs que trabalham em casa. O galpão, entretanto, não é o único responsável pelas mudanças, pois as transformações e a introdução de novos modelos sempre estiveram presentes na comunidade. Apesar da existência do galpão, persiste a dificuldade das artesãs em comercializar seus produtos para outros segmentos que não a Central de Artesanato do Ceará. Em suma, observo que se faz necessária uma política que conceba o artesanato para além dos seus fins comerciais, levando em consideração suas instâncias culturais e o contexto de vida das artesãs |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/755 |
| Appears in Collections: | Teses de Doutorado - Antropologia |
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