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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7053
Título: Juan Ginés de Sepúlveda: Gênese do pensamento imperial
Autor(es): Rodrigues, Juan Pablo Martín
Palavras-chave: Ética; Imperialismo; Princípio civilizatório; Colonialidade/modernidade
Data do documento: 31-Jan-2010
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Pablo Martín Rodrigues, Juan; Adolfo Cordiviola, Alfredo. Juan Ginés de Sepúlveda: Gênese do pensamento imperial. 2010. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010.
Resumo: Ginés de Sepúlveda é um cronista real do século XVI e preceptor do príncipe Felipe II, que se aproxima de uma moderna razão de Estado a qual ele deve servir e para a qual foi formado conforme a sua profissão e status de humanista. Objetiva-se com esse trabalho demonstrar que Sepúlveda apresenta uma proposta civilizatória hegemônica que antecipa de alguma forma o pensamento imperial moderno e, para tal, desenvolve o título de civilização como justificativa do sistema colonial (hoje pós-colonial). Com base nas posições teóricas de Dussel (2006), Mignolo (2003) e Wallerstein (2007), também pretende-se evidenciar que o referido cronista real consegue construir um aparelho ideológico com elementos medievais (agostinismo político) e renascentistas (estoicismo e aristotelismo naturalista) justificador das novas necessidades estatais de expansionismo imperial europeu do ponto de vista ético-filosófico, antecipando, de certo modo, a segunda modernidade, o Iluminismo. Neste trabalho, analisaram-se as principais obras de Sepúlveda: Democrates Alter e Primus, De Monarquia, a Apologia das Justas Causas da Guerra contra os Índios, a Exortação a Carlos V para que faça a guerra aos turcos e as crônicas reais, especialmente De Orbe Novo, nas quais pode-se observar que, na visão de Sepúlveda, a religião, por meio da evangelização, cumpre com os seus fins justificativos, mas sempre servindo a uma ideia abrangente de princípio civilizatório. Ainda se destaca que o autor subsume os princípios cristãos na ética estóica, baseado numa compreensão do mundo sublunar como isento de intervenção divina no cotidiano, seguindo a Pietro Pomponazzi
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7053
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Teoria da Literatura

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