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Título: Interações Físicas e Químicas que controlam a biomassa do fitoplâncton no estuário de Barra de Santo Antônio - APA Costa dos Corais-AL-Brasil
Autor(es): CARVALHO, Vinícius Padilha Cordeiro de
Palavras-chave: Microalgas; Diatomáceas; Eutrofização; Taxonomia; Parâmetros abióticos
Data do documento: 12-Mar-2026
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: CARVALHO, Vinícius Padilha Cordeiro de. Interações Físicas e Químicas que controlam a biomassa do fitoplâncton no estuário de Barra de Santo Antônio - APA Costa dos Corais-AL-Brasil. 2026. Dissertação (Mestrado em Oceanografia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Abstract: Esta pesquisa teve como objetivo identificar a influência das variáveis físicas e químicas na variação da composição, abundância e distribuição do fitoplâncton no estuário de Barra de Santo Antônio (AL) e na zona recifal adjacente, área integrante da APA Costa dos Corais. As coletas foram realizadas mensalmente ao longo do ano de 2024, abrangendo quatro meses do período chuvoso (maio a agosto) e quatro meses de estiagem (março, abril, setembro e novembro) em cinco estações fixas. Os resultados demonstram que a pluviosidade atuou como a principal forçante ambiental do sistema, com o ano de 2024 registrando um acumulado de 1.793,6 mm, valor superior à média histórica regional. Durante o período chuvoso, observou-se um aumento significativo no Material Particulado em Suspensão, que atingiu média de 67,55 ± 24,95 mg L-1, além de picos de nitrato e fosfato impulsionados pelo escoamento superficial. No entanto, essa maior disponibilidade de nutrientes não se traduziu em aumento de biomassa, devido à elevada turbidez, que limitou a penetração de luz, resultando em baixas concentrações de clorofila a no período de chuvas. Em contraste, o período de estiagem favoreceu o desenvolvimento fitoplanctônico, registrando médias de clorofila a total significativamente superior (11,25 ± 15,27 mg m-3), acompanhadas por maiores temperaturas, salinidade e teores elevados de silicato. Foi observado 275 táxons ao longo do gradiente estuarino e a densidade celular oscilou entre 900 e 42.800 cel L-1, com o mês de março apresentando os maiores valores médios. Espacialmente, o alto estuário apresentou condições mesotróficas a eutróficas, com índice TRIX 5,33, sendo caracterizado pela presença marcante de Coscinodiscus centralis Ehrenberg 1839. Em direção à zona recifal, o sistema tornou-se progressivamente oligotrófico (S5 - 3,70), apresentando maior presença de espécies marinhas, como Tripos furca F.Gómez 2013 e Tripos macroceros (Ehrenberg) Hallegraeff & Huisman 2020, e aumento na abundância de Proboscia alata (Brightwell) Sundström 1986. A razão de Redfield- Brzezinski (N:P:Si) classificou o nitrogênio como o nutriente limitante. Conclui-se que a pluma estuarina do Rio Santo Antônio atua como um vetor vital de exportação de nutrientes para a zona recifal, indicando que uma relação intrínseca entre o continuum estuário-recife. A dinâmica biológica local é governada pela turbidez e disponibilidade de nutrientes, onde a limitação luminosa sobrepõe-se ao aporte de nitrogênio e fósforo durante os eventos de precipitação extrema. Tais evidências reforçam a vulnerabilidade do ecossistema e a necessidade de programas de monitoramento para garantir a preservação dos serviços ecossistêmicos na região.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70246
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Oceanografia

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