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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70132
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| Título : | O "Imperialismo da Branquitude" e a construção social do branco nas obras de Florestan Fernandes (1950-1980) |
| Autor : | CORDEIRO, Anderson dos Santos |
| Palabras clave : | Florestan Fernandes; Branquitude; Branco; Relações Raciais |
| Fecha de publicación : | 25-feb-2026 |
| Editorial : | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citación : | CORDEIRO, Anderson dos Santos. O "Imperialismo da Branquitude" e a construção social do branco nas obras de Florestan Fernandes (1950-1980). 2026. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026, |
| Resumen : | Esta dissertação tem como questão central a analise e identificação da construção social do sujeito branco nas obras de Florestan Fernandes, evidenciando o fenômeno e questão como objeto sociológico e categoria crítica das relações raciais no Brasil. Para tal análise, a delimitação de três obras foram centrais: Brancos e Negros em São Paulo (2008), O negro no mundo dos brancos (2007) e A integração do negro na sociedade de classes (2021), além do projeto O Preconceito Racial em São Paulo (2008) que correspondem a trabalhos realizados em diferentes momentos da trajetória do autor. A partir dessas obras, publicadas entre as décadas de 1950 e 1980, buscou-se articular e analisar como Fernandes operacionaliza a categoria do sujeito branco para compreender o dilema racial brasileiro, fazendo uma crítica fecunda ao que hoje denominamos por branquitude. A análise das obras e do pensamento de Florestan Fernandes demonstra que, embora o branco seja posicionado dentro da estrutura racial como regulador das desigualdades sociais e mantenedor da ordem competitiva que o privilegia, essa posição não se sustenta de modo absoluto: na retaguarda dessa estrutura ideológica, existe a ação dos movimentos sociais negros, que continuamente tensiona e desafia a hegemonia da branquitude. Metodologicamente, a pesquisa utilizou como premissas a sociologia de Karl Mannheim e C. Wright Mills, articulando-as enquanto ferramentas para reposicionar teórica e epistemologicamente o branco enquanto categoria racializada e situada como objeto de investigação. Ao final percebe-se que a construção do sujeito branco nas obras de Florestan Fernandes aparece marcadamente em termos de uma dualidade relacional, cujo fenômeno abarca não apenas os privilégios dos sujeitos brancos, mas a própria constituição histórica e social da sociedade brasileira. Assim o “mundo dos brancos” dá lugar ao “imperialismo da branquitude” situando criticamente o sujeito que utiliza dessa estrutura cuja manutenção se dá cotidianamente. Dessa forma, o pensamento de Fernandes permanece oportuno por situar criticamente as relações raciais e o sujeito branco, ainda que seu objeto explícito de estudo tenha sido o negro como categoria histórica e política. |
| URI : | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70132 |
| Aparece en las colecciones: | Dissertações de Mestrado - Sociologia |
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| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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