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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7007
Title: Hiperesplenismo na esquistossomose mansônica: o baço e as células sanguíneas antes e depois de esplenectomia
Authors: Dália Maia, Murilo
Keywords: Esquistossomose Mansônica; Baço; Células Sanguineas
Issue Date: 2002
Publisher: Universidade Federal de Pernambuco
Citation: Dália Maia, Murilo; Pessoa de Almeida Lopes, Edmundo. Hiperesplenismo na esquistossomose mansônica: o baço e as células sanguíneas antes e depois de esplenectomia. 2002. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2002.
Abstract: Foram estudados 78 pacientes com a forma hepatoesplênica da esquistossomose mansônica, submetidos à esplenectomia e ligadura da veia gástrica esquerda para tratamento da hipertensão porta, após episódios de hemorragia digestiva alta. Avaliou-se o tamanho e o peso dos baços para determinar suas correlações com as contagens celulares e a variação entre os valores do hemograma pré e pós-esplenectomia, e comparando-os com os valores do hemograma normal. Foram eliminados todos os casos de doença hepática mista, bem como outras condições que pudessem influenciar os resultados, principalmente hemorragias ou hemotransfusões muito próximas. O objetivo foi determinar o quadro hematológico no hiperesplenismo, analisando hemogramas realizados durante períodos estáveis. Por esta razão o hemograma pós-operatório foi deliberadamente tardio, para contornar alterações condicionadas pelo processo anestésico/cirúrgico ou de hemotransfusões. O tamanho do baço se correlacionou significativamente com o peso. Houve também correlação significativa do peso com a leucopenia e com a plaquetopenia, embora o tamanho só mostrasse correlação com a leucopenia. As medidas do baço mostraram tendência à redução, na medida em que a idade avançou, porém, só em relação ao peso a queda mostrou significância. As citopenias (qualquer) ocorreram em 100% dos pacientes. Ocorreu anemia em 88%, leucopenia 96% e plaquetopenia em 87%, não se verificando seletividade. A anemia não mostrou incidência diferente entre os sexos e revelou características carenciais. A leucopenia foi predominantemente linfocitopênica, embora comprometesse todos os tipos de leucócitos, com exceção dos eosinófilos. As plaquetas estavam reduzidas na maior parte dos casos, mas só atingiram cifras preocupantes em uma pequena proporção. Após a esplenectomia,ocorreu a normalização das citopenias, que atingiu 91% no caso dos leucócitos, e 93% no das plaquetas. Leucocitose e plaquetose ocorreram em poucos pacientes, e os remanescentes citopênicos foram raros. Quanto à anemia, embora houvesse normalização em 74% dos casos, os estados carenciais associados dificultaram esta avaliação. Todos os parâmetros do hemograma mostraram aumento significativo, dos valores médios, entre as medidas pré e pós-esplenectomia. O estudo da freqüência das citopenias mostrou que é improvável que ocorram isoladamente (1,3 a 4,0%), todavia que são muito mais freqüentes (70 a 83%) em qualquer combinação duas a duas, e que a pancitopenia ocorreu em 2/3 (67%) dos pacientes
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7007
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