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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70063

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Título: Potencial biológico da farinha da casca do cupuaçu após extração de compostos bioativos por técnicas emergentes
Autor(es): GOMES, Evellyn Thaís Ventura
Palavras-chave: Resíduos agroindustriais; Flavonoides; Extração verde; Extração enzimática assistida por ultrassom; Theobroma grandiflorum
Data do documento: 18-Dez-2025
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: GOMES, Evellyn Thaís Ventura. Potencial biológico da farinha da casca do cupuaçu após extração de compostos bioativos por técnicas emergentes. 2025. Dissertação ( Mestrado em Biotecnologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: A produção de resíduos agroindustriais gerados em um processo produtivo pode variar entre 40 a 50%, logo representam um fator agravante para o setor alimentício, uma vez que esses materiais são propensos à degradação microbiológica e contaminação ambiental, caso não tratados de forma adequada. A casca do cupuaçu (Theobroma grandiflorum) constitui um resíduo abundante na Amazônia e apresenta potencial para aplicação alimentar e funcional. Além disso, apresenta-se como fonte de composto bioativos com potencial biotecnológico. A partir do exposto, o objetivo deste trabalho foi apresentar uma estratégia inovadora de valorização da farinha da casca de cupuaçu, um resíduo agroindustrial subutilizado, por meio de um processo integrado de Extração Enzimática Assistida por Ultrassom (EEAU) seguida de extração etanólica. Avaliou-se a eficiência das técnicas emergentes, visando uma recuperação mais eficiente e sustentável de compostos fenólicos, em especial, os flavonoides. Os frutos do cupuaçu foram coletados no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), Campus Barreiros. A farinha foi obtida após secagem e moagem das cascas. Foram realizados ensaios de extração aquosa utilizando as enzimas celulase e pectinase, isoladas (0,5 a 2%) e em mistura (0,25 a 1%, v/v) com e sem ultrassom. Para cada ensaio foi realizado um teste controle (sem adição de enzimas). Os compostos fenólicos e flavonoides totais foram quantificados. Ao resíduo úmido da etapa aquosa, foi adicionado etanol absoluto. A escolha final do melhor tratamento foi baseada na quantificação de flavonoides totais. Adicionalmente, os extratos foram avaliados quanto aos perfis cromatográficos utilizando Cromatografia em Camada Delgada (CCD), atividade antioxidante (DPPH e ABTS), atividade antidiabética (α-amilase e α-glicosidase) e atividade antibacteriana. Após a obtenção dos resultados os dados foram avaliados estatisticamente. A aplicação das enzimas celulase e pectinase, combinadas à ultrassonificação, promoveu a quebra da parede celular vegetal, facilitando a liberação de compostos bioativos. O tratamento com celulase 1,25% elevou o teor de flavonoides totais de 23,77 μg/mL para 92,91 μg/mL após a extração etanólica, evidenciando que a ação enzimática prévia facilitou a liberação de compostos intracelulares posteriormente solubilizados pelo solvente orgânico. A análise por CCD confirmou a diversidade de flavonoides dos extratos. O tratamento supracitado apresentou maior capacidade antioxidante, antidiabética e o melhor desempenho antibacteriano, com uma concentração inibitória mínima de 0,5 mg/mL contra Staphylococcus aureus UFPEDA 02. A combinação do pré-tratamento enzimático com extração etanólica subsequente mostrou-se eficaz para aumentar significativamente a concentração de flavonoides totais. A proposta representa uma alternativa sustentável para a geração de extratos com aplicação funcional e potencial uso industrial.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70063
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Biotecnologia

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