Please use this identifier to cite or link to this item:
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69994
Share on
| Title: | Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas de policaprolactona contendo dapsona para o tratamento da hanseníase |
| Authors: | MODESTO, Giovanna Coelho |
| Keywords: | Nanocarreadores poliméricos; Sistemas de liberação de fármacos; Liberação controlada |
| Issue Date: | 8-Jan-2026 |
| Citation: | MODESTO, Giovanna Coelho. Desenvolvimento e caracterização de nanopartículas de policaprolactona contendo dapsona para o tratamento da hanseníase. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso ( Bacharelado em Farmácia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026. |
| Abstract: | A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que, apesar dos avanços no tratamento, permanece como um importante problema de saúde pública. O esquema preconizado baseia-se na poliquimioterapia, na qual a dapsona (DAP) figura como um dos principais fármacos. Entretanto, limitações associadas à sua baixa solubilidade aquosa e ao perfil de efeitos adversos comprometem seu desempenho farmacêutico. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver nanopartículas de policaprolactona (PCL) contendo DAP, realizar sua caracterização físico-química e estrutural e avaliar o perfil de liberação in vitro do fármaco. As nanopartículas foram obtidas pelo método de nanoprecipitação, sendo avaliados o efeito do solvente orgânico e da concentração de poli(álcool vinílico) (PVA) como estabilizante. As formulações foram caracterizadas quanto ao tamanho de partícula, índice de polidispersão (PDI), potencial zeta (PZ), eficiência de encapsulação (EE%) e capacidade de carga (CC%). As análises morfológicas, estruturais e térmicas foram realizadas por microscopia de força atômica (AFM), espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), difração de raios X (DRX) e calorimetria exploratória diferencial (DSC), respectivamente. A estabilidade coloidal foi acompanhada por um período de 60 dias sob refrigeração. O perfil de liberação in vitro foi avaliado pelo método de difusão em membrana de diálise em meios aquosos com pH 1,2 e 6,8. Os resultados demonstraram que a acetona e o PVA a 0,1% foram mais adequados, permitindo a obtenção de nanopartículas menores, mais homogêneas e com melhor estabilidade coloidal. A formulação selecionada apresentou tamanho médio em torno de 213,8 nm, PDI próximo a 0,2 e PZ negativo (≈ −17 mV). A EE% foi de aproximadamente 70%, com CC% em torno de 13%. As análises de FTIR, DRX e DSC sugerem a incorporação da DAP no nanossistema, com redução de sua cristalinidade. As nanopartículas apresentaram comportamento que sugere a manutenção de suas características físico-químicas ao longo do armazenamento. O estudo de liberação in vitro evidenciou que a DAP nanoencapsulada apresentou liberação modulada e incompleta ao longo do tempo do ensaio (~50–55%) em ambos os meios avaliados, em contraste com a liberação rápida do fármaco livre, indicando um mecanismo predominantemente difusional controlado pela matriz hidrofóbica de PCL. Os achados deste trabalho demonstram que as nanopartículas de PCL desenvolvidas constituem um sistema promissor para a modulação da liberação da DAP, fornecendo subsídios para futuros estudos de otimização e avaliação do desempenho farmacêutico desse sistema. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69994 |
| Appears in Collections: | (TCC) - Farmácia |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| TCC Giovanna Coelho Modesto.pdf Embargoed Item Until 2027-08-09 | 1.45 MB | Adobe PDF | View/Open Item embargoed |
This item is protected by original copyright |
This item is licensed under a Creative Commons License
