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Título : Perfil dos pacientes com doença renal crônica em tratamento não-dialítico por estágios da doença : estudo transversal
Autor : SANTOS, Gabriel Vieira
Palabras clave : Insuficiência Renal Crônica; Sintomas Gerais; Anti-Inflamatórios; Tratamento Conservador
Fecha de publicación : 1-abr-2026
Citación : SANTOS, Gabriel Vieira. Perfil dos pacientes com doença renal crônica em tratamento não-dialítico por estágios da doença: estudo transversal. 2026 Trabalho de Conclusão de Residência (Residência Multiprofissional Integrada em Saúde) - Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Resumen : A doença renal crônica (DRC), definida como anormalidade estrutural ou funcional dos rins por mais de três meses, representa um importante problema de saúde pública devido à elevada prevalência, impacto socioeconômico e associação com múltiplas comorbidades. Considerando a relevância crescente da DRC e a predominância de diagnósticos realizados em fases avançadas, o presente estudo teve como objetivo: traçar o perfil dos pacientes com DRC de acordo com os estágios quanto às características sociodemográficas, etiologia e comorbidades, uso de antinflamatórios não esteroidais (AINES) e sintomas. Trata-se de estudo transversal e descritivo, realizado entre fevereiro e novembro de 2025, com análise de 201 prontuários de pacientes adultos com DRC (estágios G1 a G5ND), selecionados a partir de dados registrados em prontuários físicos e eletrônicos. As informações coletadas incluíram idade, sexo, raça, estadiamento, tempo de diagnóstico, etiologia, comorbidades, hábitos de vida e sintomas, sendo os dados analisados por estatística descritiva no SPSS. Observou-se predominância de pacientes em estágios avançados, especialmente G4 (52,74%) e G5ND (9,95%), com média etária entre 52 e 65 anos e predomínio de indivíduos pardos em todos os estágios. A etiologia idiopática foi a mais frequente em toda a amostra, seguida de diabetes mellitus isolado ou associado à hipertensão arterial sistêmica, sobretudo a partir do estágio G3a. As comorbidades cardiovasculares e metabólicas aumentaram progressivamente com o avanço da doença, assim como o número de ex-tabagistas e ex-etilistas, enquanto o consumo atual de álcool e tabaco permaneceu baixo. O uso de AINEs foi relatado em todos os estágios, exceto G1, sendo mais frequente em G2 e G3b. Quanto aos sintomas, observou-se aumento progressivo da frequência de manifestações clínicas, sobretudo edema, dispneia e queixas inespecíficas, mais prevalentes nos estágios G4 e G5ND. O tempo de diagnóstico predominante entre 1 e 3 anos, mesmo entre pacientes em estágios avançados, sugere detecção tardia e encaminhamento tardio para acompanhamento nefrológico. Conclui-se que a população estudada apresenta perfil marcado por diagnóstico em fases avançadas, alta carga de comorbidades e predomínio de etiologia não especificada, indicando fragilidades no rastreio precoce e na identificação etiológica da DRC. Os achados reforçam a necessidade de estratégias mais efetivas de diagnóstico oportuno, educação para o uso seguro de AINEs, vigilância de sintomas e manejo integral, a fim de reduzir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes em seguimento ambulatorial.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69962
Aparece en las colecciones: Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde

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