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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69953

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Title: O impacto da abordagem de economia comportamental no desenvolvimento da análise econômica
Authors: GOMES, Pedro Henrique Amorim
Keywords: Economia comportamental; História do pensamento econômico; Adam Smith; Homo Oeconomicus; Teoria do prospecto; Racionalidade limitada; Nudge
Issue Date: 2-Jul-2026
Citation: GOMES, Pedro Henrique Amorim. O impacto da abordagem de economia comportamental no desenvolvimento da análise econômica. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Econômicas) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Abstract: O presente trabalho analisa de que maneira a abordagem de Economia Comportamental influenciou e foi progressivamente absorvida pela teoria econômica ortodoxa, argumentando que esse processo representa não uma ruptura, mas uma restauração das fundações comportamentais presentes nas origens do pensamento econômico. A partir dos métodos da História do Pensamento Econômico (HPE) e do Método da Ciência Econômica (MCE), a pesquisa — de natureza qualitativa e baseada em revisão bibliográfica sistemática e análise comparativa de modelos teóricos — percorre a trajetória do pensamento econômico desde Adam Smith até os desdobramentos recentes da Economia Comportamental. A análise demonstra que Smith, em sua Teoria dos Sentimentos Morais (1759), antecipou fenômenos que a Economia Comportamental moderna redescobriria e formalizaria dois séculos depois, entre os quais a aversão à perda, a inconsistência temporal e o excesso de confiança. O trabalho examina, em seguida, como a Revolução Marginalista e a consolidação do Homo Oeconomicus — cuja genealogia remonta a Mill (1836), e não a Smith — promoveram uma abstração progressiva que colocou em segundo plano a dimensão psicológica originalmente presente na análise econômica. Argumenta-se que a Economia Comportamental, a partir das contribuições de Herbert Simon, Daniel Kahneman, Amos Tversky e Richard Thaler, não inaugurou uma agenda radicalmente nova, mas retomou, com rigor empírico e formal, o programa de pesquisa que a formalização neoclássica havia interrompido. A absorção da Economia Comportamental pela ortodoxia — na microeconomia, nas finanças e nas políticas públicas — é interpretada como confirmação desse processo de restauração, no qual a ciência econômica demonstrou capacidade de autocorreção por meio do diálogo com a psicologia cognitiva.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69953
Appears in Collections:(TCC) - Ciências Econômicas



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