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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69946
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| Title: | Por que eu odeio meu trabalho? |
| Authors: | VIEIRA, Sabrina Barboza |
| Keywords: | Trabalho; Insatisfação laboral; Saúde mental; Cultura organizacional; Recursos humanos |
| Issue Date: | 3-Jul-2026 |
| Citation: | VIEIRA, Sabrina Barboza. Por que eu odeio meu trabalho? 2026. Trabalho de Conclusão de Curso Administração – Universidade Federal de Pernambuco, Caruaru, 2026. |
| Abstract: | O Orkut foi uma das primeiras redes sociais a ganharem popularidade, reunindo milhares de pessoas em comunidades como “Eu odeio segunda-feira” e “O ruim não é o trabalho, é ter que trabalhar”, no intuito de discutirem com humor sobre o cansaço da rotina laboral puxada, repetitiva e cansativa. Embora naquelas páginas o assunto fosse tratado com leveza, o fato é que essa insatisfação com o trabalho é algo que acompanha o indivíduo desde os primeiros tempos da organização social, ficando mais evidente na modernidade devido às mudanças econômicas, culturais e tecnológicas que moldaram as relações de trabalho em seu meio. Nesta monografia, o foco será explorar os mais variados porquês de tantas pessoas dizerem odiar o próprio trabalho, analisando esse fenômeno sob diferentes perspectivas – histórica, organizacional e psicológica. O start da discussão será analisar como a ideia do trabalho foi construída ao longo do tempo, passando de uma associação com castigos e obrigações morais para um símbolo de identidade e status. Marx e Weber ajudarão a entender como a alienação e a racionalização tornaram o trabalho cada vez mais repetitivo, fragmentado e sem sentido. Quais fatores dentro das organizações provocam o aumento desse mal-estar? Tais como as culturas tóxicas, lideranças autoritárias, excesso de monitoramento, falta de reconhecimento e os conflitos entre colegas. Essas são algumas das práticas citadas que criam ambientes hostis, elevam o estresse e dificultam o engajamento dos trabalhadores. Além disso, questões psicossociais como jornadas longas, hiperconectividade, tédio no trabalho e burnout são vistas como consequências extremas de um modelo produtivista que desumaniza e ultrapassa os limites físicos e emocionais do trabalhador. Vale o destaque para o papel estratégico do gestor pessoal na construção de ambientes mais humanos, éticos e sustentáveis. Acredita-se que a humanização do trabalho, uma gestão baseada em propósito, o reconhecimento e o cuidado com a saúde mental são passos essenciais para ressignificar essa experiência tão natural. Seria o ódio ao trabalho apenas uma questão de fragilidade individual ou uma consequência histórica e estrutural de sistemas que priorizam o desempenho à custa da dignidade humana? |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69946 |
| Appears in Collections: | TCC - Administração - Bacharelado |
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