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Título : As Relações de Gênero nas Engenharias: Testemunhos e Narrativas de Mulheres Engenheiras
Autor : GUEDES, Raquel da Silva
Palabras clave : Relações de Gênero; Mulheres nas Engenharias; Dinâmicas de Poder
Fecha de publicación : 27-feb-2026
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : GUEDES, Raquel da Silva. As Relações de Gênero nas Engenharias: Testemunhos e Narrativas de Mulheres Engenheiras. 2026. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Resumen : Essa pesquisa apresenta uma análise sobre as conjunturas sociopolíticas acerca das relações de gênero no campo das engenharias, setor historicamente marcado por uma percepção cultural que o associa a uma esfera predominantemente masculina. Ao longo dos anos de 1950 a 2020 no Brasil, observa-se que a participação das mulheres nesse campo não ultrapassa a marca de 20%. Tal sub-representação resulta de questões estruturais complexas — incluindo políticas públicas, questões culturais e construções discursivas, além da força do patriarcado e da violência simbólica e física — que contribuem para a exclusão feminina nesse setor na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba. Com base em uma abordagem qualitativa, esse estudo tem como objetivo analisar, à luz de conceitos de gênero e memória, as relações de poder que permeiam o campo das engenharias. Para tanto, a metodologia adotada envolve a História Oral como estratégia para interpretar testemunhos e narrativas que revelam experiências, subjetividades e sensibilidades das mulheres nessa área. Além disso, o estudo realiza uma análise de fontes documentais, incluindo matérias jornalísticas, notas de repúdio e manifestações em plataformas sociais acerca da presença feminina nas engenharias, complementadas por uma revisão bibliográfica abrangente sobre gênero e memória. Observou-se que as manifestações de poder, expressas pela linguagem, pela coação e pela interiorização de valores, têm sido vias de diversas formas de violência contra as mulheres nas engenharias, funcionando como estratégia para excluí-las desse ambiente. Em um aparato necropolítico de violência deliberada e sistemática, elas têm sobrevivido quase que sem apoio institucional, afetivo e dos pares, vivenciando experiências de assédio moral e sexual. Contudo, a resistência, por meio de processos da despossessão das normas, do reconhecimento do feminino enquanto grupo, da busca por estudos sobre gênero e do apoio de campanhas e organizações internacionais vem solidificando a resistência e permanência das mulheres nas engenharias por meio do enfrentamento e da abertura de um espaço feminino nesse campo.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69926
Aparece en las colecciones: Teses de Doutorado - História

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