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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69899

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Title: Análise das prescrições e adaptações de formas farmacêuticas sólidas para pacientes idosos com disfagia
Authors: VILELA, Maria Érika da Silva Vilela
Keywords: Idoso; Transtornos de deglutição; Preparações farmacêuticas; Uso de medicamentos; Vias de administração de medicamentos
Issue Date: 18-Mar-2026
Citation: VILELA, Maria Érika da Silva. Análise das prescrições e adaptações de formas farmacêuticas sólidas para pacientes idosos com disfagia. Trabalho de Conclusão de Residência - TCR (Especialização) - Universidade Federal de Pernambuco, Hospital das Clínicas, Residência Multiprofissional Integrada em Saúde, 2025.
Abstract: Disfagia é um distúrbio de deglutição que ocorre de forma prevalente nas pessoas idosas, geralmente associadas a desfechos clínicos importantes como desnutrição, desidratação e pneumonia por broncoaspiração, além de dificultar a administração de formas farmacêuticas sólidas orais, como comprimidos e cápsulas. Tendo em vista que a disfagia pode impactar na efetividade e segurança da farmacoterapia, torna-se importante assegurar que a utilização dos medicamentos nesta população seja realizada de forma segura, efetiva e conveniente. Portanto, este trabalho teve por objetivo traçar o perfil farmacotécnico e identificar os principais problemas relacionados aos medicamentos (PRMs) das prescrições médicas dos pacientes idosos com disfagia internados na enfermaria de geriatria de um hospital universitário. Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo e descritivo, do tipo quantitativo, durante julho a dezembro de 2024. Os dados foram coletados por meio de um formulário semiestruturado e analisados com o uso de protocolos nacionais e manuais institucionais previamente selecionados. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, sob o registro CAAE 86490325.8.0000.8807. A amostra final foi composta por 8 prontuários e 113 prescrições; a média de idade dos pacientes foi de 80,6 ± 7,3 anos, com múltiplas morbidades, em sua maioria frágeis, com comprometimento cognitivo e predominância a disfagia moderada a grave. Quanto à avaliação farmacotécnica das prescrições, foram identificados 44 comprimidos; destes, 65,9% (n= 29) podiam ser triturados, 43,18% (n= 19) tinham formas farmacêuticas alternativas, 9% (n= 4) tiveram alguma restrição para sua adaptação e 14% (n= 5) foram encontradas informações divergentes sobre a possibilidade ou não de adaptação; dois prontuários não possuíram dados sobre o tema e apenas um relatava orientações sobre como adaptar os medicamentos. Quanto aos PRMs, foram identificados em média dois por prescrição. Como conclusão, este estudo demonstrou que a maioria das pessoas idosas hospitalizadas possuíam disfagia de grave a moderada, com perfil farmacotécnico complexo, bem como a falta de orientações pertinentes para a correta adaptação de formas farmacêuticas, podem levar a PRMs de segurança que comprometem a qualidade do cuidado. Diante disso, a farmacoterapia em idosos com disfagia é desafiadora, devido às lacunas existentes sobre como realizar essas adaptações, o que pode expô-los a diversos riscos terapêuticos. A atuação do profissional farmacêutico clínico nas equipes multiprofissionais pode assegurar o uso racional e seguro de medicamentos nestes pacientes.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69899
Appears in Collections:Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde

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