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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69863
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| Title: | A Paisagem como Dispositivo Ontológico: os Regimes de Patrimonialização do Iphan e a Hibridização do Patrimônio Cultural (1970-2010) |
| Authors: | DANTAS, Hugo Stefano Monteiro |
| Keywords: | Paisagem; Patrimônio Cultural; IPHAN |
| Issue Date: | 4-Sep-2025 |
| Publisher: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citation: | DANTAS, Hugo Stefano Monteiro. A Paisagem como Dispositivo Ontológico: os Regimes de Patrimonialização do Iphan e a Hibridização do Patrimônio Cultural (1970-2010). 2026. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Urbano) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026. |
| Abstract: | A tese propõe compreender a paisagem como dispositivo ontológico, isto é, como operação histórica que produz condições de realidade antes de separar natureza e cultura, mundo e descrição. A pesquisa a entende como matriz de inscrição que organiza a visibilidade, autoriza evidências e define quais formas de existência podem ingressar no campo patrimonial. Inspirada no pragmatismo material, a investigação desloca o foco para as operações concretas que fabricam mundos, observando como as práticas institucionais do IPHAN consolidam uma ontologia naturalista ancorada em dicotomias - ao mesmo tempo em que são por elas continuamente tensionadas. A hipótese central afirma que as transgressões no regime patrimonial não resultam da ampliação do repertório de bens, mas da transformação das condições de realidade que autorizam determinados mundos a serem reconhecidos como patrimônio. Esse deslocamento torna-se perceptível quando ontologias não-naturalistas - especialmente as cosmopolíticas indígenas - desorganizam a matriz moderna e expõem os limites da divisão natureza/cultura, no momento de inscrição e identificação do bem de interesse patrimonial. Nessas situações, a paisagem deixa de ser cenário e emerge como meio relacional que revela, como a co-habitação ontológica ajuda por sua vez a iluminar a infraestrutura naturalista, e as operações de purificação, tradução e hibridização coexistentes em um processo histórico de hibridização: o patrimônio cultural. O objetivo geral é analisar como o IPHAN fabrica a realidade patrimonial por meio desse dispositivo, identificando os momentos em que sua infraestrutura ontológica se torna visível, por meio da desorganização de outra ontologia que demanda espaço no patrimônio cultural. Os regimes de patrimonialização do IPHAN tornam-se zonas de fricção em que diferentes ontologias negociam critérios de existência, produzindo formas híbridas que reconfiguram como o patrimônio pode ser reconhecido. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69863 |
| Appears in Collections: | Teses de Doutorado - Desenvolvimento Urbano |
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