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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69834
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| Título : | Do Parque dos Manguezais às Croas da Maré: táticas de territorialização na Comunidade do Bode (Recife - Brasil) |
| Autor : | MOURA, Célio Henrique Rocha |
| Palabras clave : | Território; Táticas; Áreas Protegidas; Comuniudades Pesqueiras; Pluriverso |
| Fecha de publicación : | 27-feb-2026 |
| Editorial : | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citación : | MOURA, Célio Henrique Rocha. Do Parque dos Manguezais às Croas da Maré: táticas de territorialização na Comunidade do Bode (Recife - Brasil). 2026. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Urbano) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026. |
| Resumen : | O presente estudo objetiva discutir como as práticas do cotidiano de comunidades ribeirinhas próximos a Áreas Protegidas funcionam como táticas de territorialização. A pesquisa possui natureza etnográfica e foi desenvolvida utilizando-se da imersão em campo, mobilizando técnicas como oficinas de cartografia social, diálogos e observação participante, norteadas por pressupostos de pesquisa-ação. O objeto empírico é a Comunidade do Bode no bairro do Pina-Recife/PE e a Unidade de Conservação da Natureza Parque dos Manguezais, territórios marcados pela prática da pesca artesanal. O foco da discussão recai sobre os Sistemas de Áreas Protegidas, lidos como instrumentos normativos que desconsideram práticas territoriais anteriores às delimitações oficiais. Questiona-se a reprodução de categorias conceituais, como Preservação, Território e Área Protegida, que, na lógica do planejamento e do ordenamento territorial, reduzem territórios vividos a uma dimensão pragmática e funcional. Argumenta-se que a sobrecodificação normativa daquela comunidade gera vulnerabilidade institucional, desterritorializando os trabalhadores da pesca e gerando impacto na reprodução social do trabalho e do território. Como resposta, para além das resistências expressas em movimentos sociais organizados, são desenvolvidas táticas silenciosas lidas nas configurações socioterritoriais locais, consagradas em acordos cotidianos e arranjos comunitários, que demonstram formas de resistências implícitas. Procura-se demonstrar que, independentemente da normatização institucional, o território é dinâmico em suas dimensões prática e existencial, sendo moldado no cotidiano, pelas economias populares, pelos vínculos de trabalho, na ancestralidade e nas redes de vizinhança, que se encontram nas águas da “maré”. Com isso, pode-se realizar uma leitura pluriversal da Política Ambiental, que possibilita reconhecer múltiplas territorialidades e a incorporação das áreas de pesca como territórios legítimos na cidade. |
| URI : | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69834 |
| Aparece en las colecciones: | Teses de Doutorado - Desenvolvimento Urbano |
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