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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69831
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| Title: | Reprimindo o dissenso intrabloco: a polarização afetiva pode levar ao desengajamento político? |
| Authors: | SOUSA, Mariana Meneses Silvestre de |
| Keywords: | Polarização afetiva; Eleitor negativo; Conformidade intragrupo |
| Issue Date: | 19-Aug-2025 |
| Publisher: | Universidade Federal de Pernambuco |
| Citation: | SOUSA, Mariana Meneses Silvestre de. Reprimindo o dissenso intrabloco: a polarização afetiva pode levar ao desengajamento político?. 2025. Tese (Doutorado em Ciência Política) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025. |
| Abstract: | Esta pesquisa investiga como a polarização afetiva afeta o engajamento político democrático a partir de dinâmicas internas aos blocos de eleitores. Argumenta-se que, em contextos como o brasileiro, de baixo partidarismo positivo, ao aumentar o número de eleitores negativos, cuja principal motivação eleitoral é impedir a vitória de um adversário, a polarização afetiva amplia a heterogeneidade afetiva e ideológica dentro dos grupos políticos. Essa maior variância interna, combinada com a pressão dentro dos grupos políticos por conformidade ideológica em contextos polarizados, tende a reduzir a percepção de representatividade e, consequentemente, o engajamento de eleitores negativos. Para testar esse argumento, combinamos análises empíricas observacionais com um experimento de survey. Inicialmente, utilizamos dados de surveys eleitorais nacionais e internacionais para identificar e caracterizar eleitores negativos e examinar como a heterogeneidade intrabloco se associa (ou não) a atitudes políticas como efiácia política externa, percepção de democracia e disposição para participação política. Em seguida, testamos de forma causal nosso argumento por meio de um experimento de survey com randomização por blocos, previamente registrado no Open Science Framework. Participantes dos grupos de tratamento assistiram a um vídeo simulando uma situação de repressão do dissenso intragrupo em uma rede social. Os efeitos foram comparados entre eleitores tradicionais e eleitores negativos. As análises não revelaram efeitos estatisticamente significativos do tratamento nas variáveis atitudinais centrais, mas as estimativas apresentam padrões direcionais parcialmente consistentes com as expectativas teóricas. Além disso, análises exploratórias revelaram importantes distinções entre grupos demográficos, mas limitações do desenho experimental resultaram em um número relativamente reduzido de eleitores negativos na amostra, o que restringiu o poder estatístico das análises. Esta pesquisa inova nos estudos sobre polarização afetiva ao deslocar o foco dos conflitos intergrupais para as tensões internas aos blocos políticos, contribuindo para a compreensão dos limites da polarização afetiva como motor de mobilização democrática e investigando se o engajamento político baseado predominantemente na aversão ao adversário pode, sob determinadas condições, dar lugar ao ceticismo e ao desengajamento político em democracias contemporâneas. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69831 |
| Appears in Collections: | Teses de Doutorado - Ciência Política |
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