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https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69738
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| Título: | Análise dos perfis de citocinas Th1, Th2 e Th17 produzidas por PBMCs em indivíduos com sorologia positiva para o Strongyloides sp. e Toxocara sp. |
| Autor(es): | SILVA, Beatriz Caroline Barros da |
| Palavras-chave: | Antígenos de Helmintos; Nematóides; IL-10; Soroprevalência; Resposta Imune |
| Data do documento: | 1-Jul-2026 |
| Citação: | Silva, Beatriz Caroline Barros da . Análise dos perfis de citocinas Th1, Th2 e Th17 produzidas por PBMCs em indivíduos com sorologia positiva para o Strongyloides sp. e Toxocara sp. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Biomedicina)- Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026. |
| Abstract: | O Strongyloides sp. e Toxocara sp. são nematódeos que parasitam o ser humano causando na maioria das vezes um quadro crônico e assintomático. Ao entrar em contato com os seres humanos, esses helmintos desencadeiam uma resposta imune do tipo Th2, com a liberação de citocinas IL-4, IL-5, IL-9 e IL-13, além do aumento de IgE específica e de eosinófilos. De acordo com a Teoria da Higiene, a exposição aos helmintos pode atenuar ou acentuar quadros inflamatórios e autoimunes. No entanto, os elementos ativados e/ou inibidos dessa resposta não são completamente compreendidos. Assim, a fim de compreender como a regulação das citocinas mediante a sensibilização pelo Strongyloides sp. e Toxocara sp., este projeto se dedicou a determinar a soroprevalência de voluntários para ambos parasitas, analisar os níveis de IgE e eosinófilos; e comparar os níveis das citocinas IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IL-17, TNF-α e IFN-𝛾 em indivíduos soropositivos e soronegativos para o Strongyloides sp. e Toxocara sp. No presente projeto, utilizamos o ensaio ELISA para identificação de IgG anti-Strongyloides e anti-Toxocara, para determinar a soroprevalência dos participantes. Foram utilizados antígenos produzidos pelo Strongyloides venezuelensis e Antígeno excretor-secretor de larvas T. canis (TES). A contagem de eosinófilos foi realizada por meio do hemograma; e a dosagem de IgE total foi feita através da fluoroenzimaimunoensaio (FEIA). Quanto à dosagem das citocinas, as PBMCs foram cultivadas com fitohemaglutinina (controle positivo), antígenos de Strongyloides venezuelensis (Sv) e sem estímulo (controle negativo). A leitura das citocinas foi feita com o ensaio citométrico baseado em microesferas fluorescentes (CBA ou Luminex). Nossos resultados demonstraram que a exposição ao Toxocara sp., ocorreu de forma homogênea com relação à idade e sexo. Já a soropositividade para o Strongyloides sp. foi estatisticamente significativa em mulheres, mas não foi possível associar a exposição à idade. Os eosinófilos e IgE mostraram-se em níveis normais, no entanto com maiores valores de média e mediana nos indivíduos soronegativos para o Toxocara sp. e Strongyloides sp. As citocinas do perfil Th1 e Th17 não se comportaram de forma semelhante, sendo possível observar a diminuição da IL-2, TNF-α, IFN-𝛾 nas culturas estimuladas com Sv, enquanto houve aumento de IL-6 e IL-17. De mesmo modo, as citocinas do perfil Th2 apresentaram diminuição significativa de IL-4 e aumento de IL-10 quando estimuladas com o Sv. Portanto, nossos estudos sugerem um mecanismo complexo de imunomodulação do Strongyloides sp., em que o perfil imunológico não é polarizado estritamente para uma resposta do tipo Th2, envolvendo a regulação simultânea de citocinas anti e pró-inflamatórias. |
| URI: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69738 |
| Aparece nas coleções: | (CB - BM) - TCC - Biomedicina |
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