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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/694
Título: Abelhas oligoléticas e plantas hospedeiras: ecologia cognitiva e da polinização
Autor(es): Milet-Pinheiro, Paulo
Palavras-chave: Abelhas oligoléticas; Adaptações; Campanula; Chelostoma; Ceblurgus; Cordia; Cognição; Comportamento de forrageio; Plantas hospedeiras; Polinização; Sinais visuais e olfativos
Data do documento: 31-Jan-2011
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: Milet-Pinheiro, Paulo; Peter Schlindwein, Clemens. Abelhas oligoléticas e plantas hospedeiras: ecologia cognitiva e da polinização. 2011. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.
Resumo: O presente estudo investigou a interação entre abelhas oligoléticas, que coletam pólen em plantas de um mesmo gênero ou família, e suas plantas hospedeiras, destacando aspectos adaptativos da ecologia cognitiva e da polinização. Abelhas oligoléticas Chelostoma rapunculi apresentam adaptações neurológicas visuais e olfativas que controlam a atração e preferência inata pelos sinais florais da planta hospedeira Campanula trachelium. Baseada nessas adaptações Ch. rapunculi é capaz de reconhecer flores de Ca. trachelium, caracterizadas por sinais visuais repetitivos na natureza, i.e. cor UV-azul, mas, ao mesmo tempo, por sinais olfativos altamente específicos, as espiroacetais. Esses voláteis florais raros são os únicos capazes de atrair abelhas inexperientes de Ch. rapunculi e são, consequentemente, a chave para o reconhecimento inato da planta hospedeira Ca. trachelium. Isso indica que, pelo menos nessa espécie, a oligoletia deve ser controlada por limitações neurológicas, geneticamente determinadas. Na interação entre a abelha oligolética Ceblurgus longipalpis e a planta hospedeira Cordia leucocephala, foi evidenciada uma dependência mútua, onde a planta distílica depende da abelha como único polinizador e a abelha depende da planta como fonte exclusiva de pólen (monoletia). Nessa associação, adaptações morfológicas em ambos os parceiros foram evidenciadas. A abelha Ce. Longipalpis desenvolveu peças bucais alongadas e pilosas incomuns entre abelhas de línguas curtas para explorar o pólen escondido de flores longistilas de Co. leucocephala e o néctar na base do tubo floral estreito, ambos inacessíveis para outros visitantes florais
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/694
Aparece na(s) coleção(ções):Teses de Doutorado - Biologia Vegetal

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