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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69233

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Título: Análise integrada da sífilis adquirida, gestacional e congênita no estado de Pernambuco entre 2020 e 2024
Autor(es): SANTANA, Vanessa Teixeira de
Palavras-chave: infecção; sífilis; SINAN; Treponema pallidum; vigilância epidemiológica
Data do documento: 12-Jun-2026
Citação: SANTANA, Vanessa Teixeira de. Análise da sífilis adquirida, gestacional e congênita no estado de Pernambuco entre 2020 e 2024. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso ( Bacharelado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Abstract: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, que permanece sendo um relevante problema de saúde pública, mesmo havendo disponibilidade para diagnóstico acessível e tratamento eficaz. O presente estudo teve como objetivo analisar a distribuição epidemiológica da sífilis adquirida, gestacional e congênita no estado de Pernambuco, entre os anos de 2020 e 2024. Trata-se de um estudo descritivo, fundamentado em dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos por meio da plataforma TabNet/DATASUS. As variáveis analisadas incluiram sexo, faixa etária, raça/cor, nível de escolaridade, região de saúde, momento do diagnóstico, classificação clínica, esquema de tratamento, manejo das parcerias sexuais e evolução dos casos. Os resultados evidenciaram que a sífilis adquirida teve um crescimento substancial entre 2020 e 2023, destacando-se a predominância entre homens jovens adultos (65,4%) e na população parda. A sífilis gestacional manteve-se em níveis elevados e regulares, apresentando maior incidência entre mulheres pardas (78,5%) e com baixo nível educacional. Apesar de ter demonstrado uma diminuição a partir de 2022, a sífilis congênita ainda se mantém distante da meta de eliminação estipulada pela Organização Mundial da Saúde. Observou-se que 88,9% das mães afetadas eram pardas e 88,6% realizaram o pré-natal, evidenciando que a qualidade da assistência, e não apenas o acesso, constitui o fator determinante para a prevenção da transmissão vertical. A distribuição geográfica revelou concentração das maiores taxas na macrorregião metropolitana, com a taxa de sífilis congênita 6,6 vezes superior à do Sertão. Conclui-se que a sífilis em Pernambuco encontra-se intimamente relacionada a desigualdades sociais, raciais e territoriais, o que demanda o fortalecimento da vigilância, a qualificação da assistência pré-natal e o enfrentamento dos determinantes sociais que estruturam a vulnerabilidade à doença.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69233
Aparece nas coleções:(CB) - TCC - Ciências Biológicas (Bacharelado)

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