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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68824

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Title: Invisibilização de meninas e mulheres com Transtorno do Espectro Autista: estereótipos de gênero, viés machista da ciência e diagnóstico tardio
Authors: Hora, Isabelly Ester Miranda da
Mariano, Nicole Tamy Mattos
Keywords: Diagnóstico tardio Viés Machista da Ciência.; Fenótipo autista feminino; Estereótipos de gênero; Transtorno do espectro autista; Viés machista da Ciência
Issue Date: 23-Jan-2026
Citation: HORA, Isabelly Ester Miranda da; MARIANO, Nicole Tamy Mattos. Invisibilização de meninas e mulheres com Transtorno do Espectro Autista: estereótipos de gênero, viés machista da Ciência e diagnóstico tardio. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Serviço Social) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Abstract: Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tem como objeto de estudo a invisibilização de meninas e mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA), analisada a partir do entendimento que os estereótipos de gênero e o viés machista presente na produção científica são fatores que implicam no diagnóstico tardio. A motivação para a escolha do tema surgiu devido a uma experiência pessoal de uma das autoras deste TCC, que recebeu diagnóstico tardio de TEA e teve seus sintomas ignorados até os 23 anos de idade. Além disso, o desenvolvimento deste trabalho justifica-se por considerarmos de extrema relevância a ampliação da produção acadêmica e científica sobre mulheres com TEA. Para compreender a invisibilização de meninas e mulheres com TEA, adotamos perspectivas feministas de diferentes autoras, com a finalidade de analisar como as estruturas patriarcais influenciam na produção do conhecimento científico e nos processos de diagnóstico do TEA em meninas e mulheres. Neste sentido, definimos como objetivo geral discutir como os estereótipos de gênero e o viés machista presentes na produção científica podem impactar diretamente no reconhecimento, na identificação e no diagnóstico precoce do TEA em meninas. A revisão da literatura apontou que a exclusão das singularidades do fenótipo feminino do TEA na produção científica colaborou para a construção de critérios e instrumentos diagnósticos que apresentam pouca sensibilidade às manifestações do TEA em mulheres. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica de produções científicas nacionais e internacionais que abordam o TEA, o fenótipo autista feminino, as desigualdades de gênero e as consequências do diagnóstico tardio na vida das mulheres com TEA. Os resultados mostraram que as mulheres são frequentemente diagnosticadas tardiamente por conta de fatores como o uso contínuo da camuflagem social, incentivado por padrões sociais de gênero, mas, sobretudo, pela falta de pesquisas que abordem as particularidades femininas. Entre as consequências do diagnóstico tardio, destacamos sofrimento psíquico intenso, como maior incidência de ansiedade, depressão, problemas relacionados ao consumo de drogas, automutilação e ideação suicida, além de dificuldades nas áreas acadêmica e profissional. Concluiu-se que a invisibilização de meninas e mulheres com TEA está diretamente relacionada às estruturas patriarcais, que atravessam a ciência e, consequentemente, as práticas de profissionais das áreas de saúde e de educação. Dessa forma, torna-se imprescindível considerar as especificidades do TEA em meninas e mulheres para a elaboração de instrumentos diagnósticos, políticas públicas e práticas profissionais que sejam mais equitativas e sensíveis às diversidades do espectro.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68824
Appears in Collections:(TCC) - Serviço Social

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