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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68549

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Title: “Senhores das almas e dos corpos” : a retórica discriminatória e o clero cristão-novo no Portugal dos Filipes (1580-1640)
Authors: ALMEIDA, Ygor Ytaillan Gomes de
Keywords: Cristãos-novos; Clero; Discurso; Inquisição; Exclusão
Issue Date: 15-Dec-2025
Citation: ALMEIDA. Ygor Ytaillan Gomes de. “Senhores das almas e dos corpos”: a retórica discriminatória e o clero cristão-novo no Portugal dos Filipes (1580-1640). 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: O presente trabalho analisa a presença e a representação do clero cristão-novo em Portugal durante a Monarquia Hispânica (1580–1640), tomando como eixo central a linguagem e a retórica da exclusão que sustentaram os estatutos de “pureza de sangue” e os discursos antijudaicos do período. Partindo de uma perspectiva micro-histórica e discursiva, a pesquisa busca compreender como o poder se exercia por meio da palavra – seja nas leis, nos sermões, nas denúncias inquisitoriais ou nos tratados morais – e como essas linguagens produziam realidades sociais, classificações e hierarquias. A análise apoia-se no paradigma indiciário de Carlo Ginzburg, aplicado à documentação inquisitorial de clérigos cristãos-novos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), e na abordagem crítica do discurso de Norman Fairclough, articulada às concepções de autores como Roland Barthes e Reinhart Koselleck sobre poder da linguagem e assimetrias conceituais. Argumenta-se que a retórica discriminatória não apenas refletia preconceitos religiosos, mas constituía um dispositivo político-cultural que legitimava exclusões e assegurava privilégios no interior do campo eclesiástico. Nesse contexto, o clero cristão-novo emerge como um ponto de tensão entre espiritualidade e conveniência, fé e política, sendo simultaneamente parte e reflexo das contradições do catolicismo português do século XVII. Ao demonstrar que a linguagem foi um instrumento de poder e classificação social, o estudo propõe compreender a retórica antijudaica como mecanismo de governabilidade e construção de consenso simbólico, revelando como fé, autoridade e exclusão se entrelaçaram na estrutura da Monarquia Hispânica.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68549
Appears in Collections:(TCC) - História (Bacharelado)

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