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Título : As dimensões da Informação na Arte: a obra de Cícero Dias como documento iconográfico memorialístico imagético da cidade de Recife dos anos 1920
Autor : SILVA, César Waltonyer de Araújo
Palabras clave : Dias, Cícero, 1907 - 2003; Eu Vi o Mundo… Ele Começava no Recife; Modernismo regionalista; Memória coletiva; Informação estética
Fecha de publicación : 15-ene-2026
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : SILVA, César Waltonyer de Araújo. As dimensões da Informação na Arte: a obra de Cícero Dias como documento iconográfico memorialístico imagético da cidade de Recife dos anos 1920. 2026. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Resumen : A pintura “Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife” (1926-1929), de Cícero Dias, é investigada sob a perspectiva da Ciência da Informação. A pesquisa é motivada pela problemática de se compreender como a informação estética, para além de sua função visual, opera como registro social e histórico, sendo indagado especificamente de que maneira a obra de Dias contribui para a compreensão da dimensão informacional, dos modos e dos costumes do Recife na década de 1920. Nesse sentido, a pintura é analisada como objetivo principal do estudo como um documento iconográfico memorialístico imagético, sendo investigado como as suas representações visuais documentam as transformações urbanas e as tensões identitárias da vida recifense que permeavam aquele período. O trabalho é iniciado com o estabelecimento das bases teóricas que entrelaçam Informação, Arte e Memória, sendo defendida a obra de arte não apenas como objeto estético, mas como um registro informacional institucionalizado e uma interface de exomemória capaz de disputar narrativas coletivas. Em seguida, o objeto de estudo é situado em seu contexto histórico-social, sendo examinado o impacto das reformas urbanas do governo Sérgio Loreto e o ambiente de efervescência cultural marcado pelo embate entre o modernismo e o regionalismo - elementos que forjaram o olhar “rurbano” de Dias, numa síntese entre a memória agrária dos engenhos e a vivência cosmopolita da capital. Metodologicamente, uma abordagem qualitativa baseada na triangulação de três eixos analíticos é adotada: a Teoria da Intencionalidade Informacional de Miranda - que tem como base os estudos fenomenológicos de Searle -, para que seja compreendida a consciência do artista e a direcionalidade da informação; o Método Iconográfico de Panofsky, para que sejam decodificadas as camadas simbólicas da imagem; e a análise do Cronotopo bakhtiniano, para que seja investigada a fusão indissociável entre tempo e espaço na narrativa pictórica. A aplicação dessa metodologia revela como a obra opera uma síntese fenomenológica, onde tradição e modernidade, o real e o onírico, coexistem em tensão dialética. A mutilação física sofrida pela pintura em 1931 é ainda abordada no estudo, sendo interpretada como um “vazio informacional” que evidencia as disputas de poder e a censura sobre a memória social. É concluído que a obra de Cícero Dias transcende a ilustração histórica, atuando como um dispositivo que documenta, codifica e preserva a memória coletiva imagética de um Recife polifônico e em permanente construção da década de 1920.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68290
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Ciência da Informação

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