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Título : Hugo Marques à margem do moderno : a crítica de uma modernidade fora do cânone no Nordeste brasileiro
Autor : ARAÚJO, Maria Luisa Gomes
Palabras clave : Hugo Marques; Arquitetura Moderna; Recife; Campina Grande; Modernidade Pragmática
Fecha de publicación : 28-ene-2026
Citación : ARAÚJO, Maria Luisa Gomes. Hugo Marques à margem do moderno : a crítica de uma modernidade fora do cânone no Nordeste brasileiro. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.
Resumen : A historiografia da arquitetura moderna brasileira, centrada no eixo Rio-São Paulo e em personalidades renomadas, negligenciou uma extensa produção que foi fundamental para a modernização efetiva das cidades do Nordeste. Este estudo examina a carreira e o trabalho do arquiteto Hugo Marques, cuja contribuição entre as décadas de 1940 e 1970 foi fundamental para a formação da paisagem urbana de Recife (PE) e Campina Grande (PB). O objetivo central da pesquisa é demonstrar a relevância de sua produção, analisando como o arquiteto operou uma mediação entre os preceitos do Modernismo canônico nacional e as condicionantes locais, resultando no que Segawa (1997) define como "modernidade pragmática". Metodologicamente, adotou-se uma abordagem exploratória e historiográfica, que incluiu revisão bibliográfica, levantamento documental em arquivos públicos e privados, e o redesenho de projetos originais. A pesquisa culminou na análise crítica de cinco estudos de caso paradigmáticos: os edifícios Almare, Capibaribe e Palomo, e as residências Rozenblit e João Felinto de Araújo. Para tal, utilizou-se uma matriz comparativa avaliando a adesão à racionalidade estrutural e a presença de adaptações climáticas e culturais. Os resultados mostram que a obra de Marques passou das vertentes clássicas de transição (Art Déco) para uma linguagem moderna, marcada pelo uso de proteções solares (brises e cobogós) e pelo domínio do concreto armado. No entanto, isso ocorreu muitas vezes em função das exigências do mercado imobiliário e do conservadorismo das plantas residenciais. Hugo Marques não foi apenas um replicador periférico, ele foi um agente ativo que, por meio de uma prática projetual híbrida e competente, possibilitou a incorporação do pensamento moderno no dia a dia do Nordeste brasileiro.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68278
Aparece en las colecciones: (TCC) - Arquitetura e Urbanismo

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