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Título: Uso de nanopartículas de sulfeto de cobre (CuS) em biodosimetria para avaliação dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ROS) em plasma sanguíneo irradiado
Autor(es): MOTA, Thâmara Rayssa da
Palavras-chave: Tecnologias energéticas e nucleares; Nanopartículas de CuS; ROS; Estresse oxidativo; Radiossensibilidade
Data do documento: 29-Abr-2022
Editor: Universidade Federal de Pernambuco
Citação: MOTA, Thâmara Rayssa da. Uso de nanopartículas de sulfeto de cobre (CuS) em biodosimetria para avaliação dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ROS) em plasma sanguíneo irradiado. 2022. Dissertação (Mestrado em Tecnologias Energéticas e Nucleares) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022.
Abstract: A interação da Radiação Ionizante (RI) com a matéria se traduz pela transferência de energia da radiação para o meio irradiado, resultando na ionização de átomos desse meio. Nos seres vivos, a RI é capaz de induzir alterações no Ácido Desoxirribonucleico (DNA, em inglês), molécula localizada no núcleo celular, que contém as informações essenciais ao desenvolvimento, funcionamento e transmissão de características hereditárias. Os efeitos da radiação sobre a molécula de DNA podem ser classificados em diretos e indiretos. No efeito direto, a radiação interage sobre a molécula de ácido desoxirribonucleico podendo causar quebras nas ligações das bases ou nas cadeias de sua estrutura. No chamado efeito indireto, a interação da radiação ionizante ocorre predominantemente com a molécula d’água, que é a mais abundante do corpo humano. Assim, esse fenômeno de interação, mais conhecido como radiólise da água, é significativamente importante na formação das Espécies Reativas de Oxigênio (ROS, em inglês) e fundamental para o entendimento dos riscos associados à exposição individual às radiações ionizantes (RIs). Uma vez que, quanto maior o nível de exposição humana às RIs, maior a formação de ROS no tecido, faz-se necessário o estabelecimento de uma metodologia de avaliação dos níveis de espécies reativas de oxigênio a fim de contribuir em ações para a atenuação dos efeitos radioinduzidos. Neste contexto, esta pesquisa investigou a viabilidade do uso de nanopartículas de Sulfeto de Cobre (CuS) como um nanobiossensor da resposta individual ao estresse oxidativo radioinduzido, a partir de amostras de sangue periférico humano. De cada voluntário, amostras com 9 mL foram coletadas e divididas em 3 alíquotas, sendo uma controle (não irradiada) e duas outras que foram irradiadas in vitro, separadamente, com doses de 3 e 5 Gy. Constatou-se diferenças nos níveis de absorbância da complexação entre as nanopartículas de CuS e as espécies reativas, no plasma sanguíneo, variando com a dose. Os resultados obtidos sugerem que a metodologia proposta nesta pesquisa poderá fornecer uma rápida avaliação da radiossensibilidade individual, possibilitando sua utilização na previsão da resposta de tecidos irradiados.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67903
Aparece nas coleções:Dissertações de Mestrado - Tecnologias Energéticas e Nucleares

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