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Título : Efeito experimental da elevação da temperatura sobre a comunidade da meiofauna de ambientes recifais
Autor : OLIVEIRA, Bruna Rafaela Sousa de
Palabras clave : Recifes de corais; Meiobentos; Mudanças climáticas
Fecha de publicación : 25-ago-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : OLIVEIRA, Bruna Rafaela Sousa de. Efeito experimental da elevação da temperatura sobre a comunidade da meiofauna de ambientes recifais. 2025. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : Os recifes de corais são fortemente impactados pelas mudanças climáticas, sendo essa a principal ameaça a estes ecossistemas em escala global. Em todo o mundo, a frequência, intensidade e duração das ondas de calor marinhas têm aumentado. Novos cenários exigem pesquisas adicionais que caracterizem a sensibilidade das comunidades bentônicas (não corais) aos eventos extremos de ondas de calor. Neste estudo, a meiofauna foi utilizada como bioindicador no ambiente recifal, devido à sua alta sensibilidade a mudanças nas condições abióticas e sua rápida dinâmica para avaliar em experimento manipulativo e estudo observacional a sua resposta ao estresse térmico causado por picos de temperatura. Através de uma amostragem temporal (2012 a 2024), analisamos a resposta dos grandes grupos da meiofauna a três situações: Sem Estresse (≤ 27 °C), Estresse Moderado (> 27 °C a 28 °C) e Estresse Elevado (> 28 °C até 29,5 °C), associados ao Fator Área (correspondendo a uma Piscina recifal e uma Área aberta). Também foi realizada avaliação da resposta da comunidade de meiofauna a uma simulação de estresse térmico, através de um experimento de mesocosmo com três tratamentos: Controle, DHW8 e DHW 10,5. Ambos os estudos foram realizados na bancada de recifes de coral localizada na Praia de Serrambi, litoral Sul de Pernambuco, Brasil, utilizando Unidades Artificiais de Substrato (UAS). No estudo observacional, foram detectadas diferenças significativas para ambos os fatores Área (F= 4,6157; p(perm)= 0,0073) e Situação aninhada em Área (F= 3,3364; p(perm)= 0,0005). Três principais resultados destacam-se: (1) Copepoda e seus estágios larvais (Nauplius) mostraram sensibilidade, com redução de abundância dos Nauplius mesmo sob aumentos moderados de temperatura, tornando o táxon menos representativo em condições mais extremas; (2) Nematoda, Ostracoda e Peracarida demonstraram aumento na densidade sob estresse térmico elevado, sugerindo maior tolerância ou possível vantagem ecológica nesse cenário; e (3) “Turbellaria” apresentou sensibilidade ao estresse, apresentou sensibilidade ao estresse, possuindo heterogeneidade nos padrões quanto à associação dos fatores Situação e Área. Além disso, sob a condição de Estresse Elevado, cinco dos sete táxons apresentaram maior abundância na Área aberta em comparação à Piscina recifal, indicando possível intensificação dos efeitos do estresse nesse ambiente. No estudo experimental, 12 grupos da meiofauna foram encontrados, dos quais os mais abundantes foram: Copepoda Harpacticoida, Nauplius de Copepoda, Annelida, Nematoda e Ostracoda. Diferenças significativas entre os tratamentos foram encontradas (p(perm)=0,0247). Annelida, Tardigrada e Nematoda foram os grupos que mais contribuíram para a dissimilaridade entre tratamentos. Sendo os dois últimos favorecidos com a elevação da temperatura. Apesar de outros autores abordarem os eventos de branqueamento, ao nosso conhecimento este é o primeiro estudo relatando os efeitos de ondas de calor em comunidades da meiofauna, resultados importantes para o entendimento destes impactos nas relações ecossistêmicas do ambiente recifal em cenários de elevação de temperatura.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67755
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Biologia Animal

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