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Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67615

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Campo DC Valor Lengua/Idioma
dc.contributor.advisorSILVA FILHO, Marcos Antonio da-
dc.contributor.authorSANTANA, Leonildo Galdino de-
dc.date.accessioned2026-01-14T14:53:35Z-
dc.date.available2026-01-14T14:53:35Z-
dc.date.issued2025-03-13-
dc.identifier.citationSANTANA, Leonildo Galdino de. A arte contemporânea nos limites da linguagem: um debate a partir de Danto e Wittgenstein. 2025. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67615-
dc.description.abstractNos anos de 1950, o pensamento de Wittgenstein inspirou alguns pensadores a desenvolverem abordagens filosóficas com o objetivo de resolver problemas sobre a estética. Esses filósofos foram influenciados pelo pensamento das Investigações Filosóficas (1953), na qual a concepção de linguagem se estabelece de forma pragmática. Teóricos como Morris Weitz (1956) e William Kennick (1958), acreditavam que as teorias tradicionais falharam ao tentar determinar a essência da arte. Assim, eles adaptaram a noção de jogos de linguagem e semelhanças de família, do pensamento wittgensteiniano, para justificar uma concepção antiessencialista da arte. Para eles, as obras compartilham apenas propriedades contingentes e, por isso, a arte não pode ser definida em condições necessárias e suficientes. Para Arthur Danto (1964; 1981), no entanto, a natureza da arte poderia ser determinada em condições essencialistas, sem que o caráter contingencial das obras de arte fosse ignorado. Impactado pelas Brillo Boxes de Andy Warhol, e obras de arte de outros artistas, que emergiram nos anos de 1960, Danto desenvolve sua concepção teórica mostrando que, estas experimentações artísticas apresentavam novos problemas no campo da filosofia da arte. Tais problemas dizem respeito ao caráter de indiscernibilidade, onde não era mais possível estabelecer as diferenças entre um obra de arte e um mera coisa com propriedades idênticas. Em O mundo da arte (1964) Danto apresenta a base daquilo que constitui a sua definição de arte. Sua filosofia surge para tentar explicar de que modo os significados são incorporados como forma de determinar o estatuto de uma obra. Seu conceito de mundo da arte inaugura novos debates no campo da estética, dentre os quais, Danto disputa com George Dickie acerca da ideia de institucionalidade da arte. Na transfiguração do lugar-comum (1981), obra em que Danto amplia as ideias do texto de 1964, ele desenvolve diversas críticas ao pensamento de Wittgenstein, o qual foi adaptado por Weitz e Kennick para analisar problemas sobre a definição da arte. Em diversas passagens deste texto, Danto argumenta que a noção de semelhança, de família de Wittgenstein, não é adequada para explicar o problema da indiscernibilidade de algumas obras da arte contemporânea. No entanto, Danto se restringe a analisar apenas as propriedades sensíveis da arte, Ele ignora os aspectos wittgensteinianos de que, a noção de significado se estabelece na articulação de regras em contextos sociais. Considerando essas discussões, essa dissertação se propõe a investigar como a noção wittgensteiniana de significado pode possibilitar uma interpretação dos problemas da arte, independente de suas propriedades estéticas. A proposta em questão parte da compreensão de que o significado na linguagem se dá a partir das redes de conexões dos usos que fazemos das expressões linguísticas. Tais conexões, mediadas por uso de regras, nos permitem entender que o significado se estabelece no uso da linguagem em formas de vida. Assim, tomando o pensamento de Wittgenstein como referência, essa dissertação consiste em mostrar que a arte, assim como a linguagem, é dinâmica, e a sua compreensão depende das diversas atividades que desempenhamos nas formas de vida do mundo da arte.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pernambucopt_BR
dc.rightsopenAccesspt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_BR
dc.subjectArtept_BR
dc.subjectMundo da artept_BR
dc.subjectLinguagempt_BR
dc.subjectSignificadopt_BR
dc.titleA arte contemporânea nos limites da linguagem: um debate a partir de Danto e Wittgensteinpt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/8413794835539663pt_BR
dc.publisher.initialsUFPEpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/8812185124107415pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pos Graduacao em Filosofiapt_BR
dc.description.abstractxIn the 1950s, Wittgenstein's thought inspired some thinkers to develop philosophical approaches with the aim of solving problems about aesthetics. These philosophers were influenced by the thought of Philosophical Investigations (1953), in which the conception of language is established in a pragmatic way. Theorists such as Morris Weitz (1956) and William Kennick (1958) believed that traditional theories failed when trying to determine the essence of art. Thus, they adapted the notion of language games and family resemblances, from Wittgensteinian thought, to justify an anti-essentialist conception of art. For them, works of art share only contingent properties and, therefore, art cannot be defined under necessary and sufficient conditions. For Arthur Danto (1964; 1981), however, the nature of art could be determined under essentialist conditions, without ignoring the contingent character of works of art. Impacted by Andy Warhol's Brillo Boxes and other artists' artworks that emerged in the 1960s, Danto developed his theoretical conception showing that these artistic experiments presented new problems in the field of philosophy of art. Such problems concern the character of indiscernibility, where it was no longer possible to establish the differences between a work of art and a mere thing with identical properties. In The World of Art (1964) Danto presents the basis of what constitutes his definition of art. His philosophy emerges to try to explain how meanings are incorporated as a way of determining the status of a work. His concept of the world of art inaugurates new debates in the field of aesthetics, among which Danto disputes with George Dickie over the idea of the institutionality of art. In The Transfiguration of the Commonplace (1981), a work in which Danto expands on the ideas of the 1964 text, he develops several criticisms of Wittgenstein's thought, which was adapted by Weitz and Kennick to analyze problems regarding the definition of art. In several passages of this text, Danto argues that Wittgenstein's notion of family resemblance is not adequate to explain the problem of the indiscernibility of some works of contemporary art. However, Danto restricts himself to analyzing only the sensible properties of art. He ignores the Wittgensteinian aspects that the notion of meaning is established in the articulation of rules in social contexts. Considering these discussions, this dissertation proposes to investigate how the Wittgensteinian notion of meaning can enable an interpretation of the problems of art, independent of its aesthetic properties. The proposal in question is based on the understanding that meaning in language is given from the networks of connections of the uses we make of linguistic expressions. Such connections, mediated by the use of rules, allow us to understand that meaning is established in the use of language in forms of life. Thus, taking Wittgenstein's thought as a reference, this dissertation consists of showing that art, like language, is dynamic, and its understanding depends on the various activities we perform in the forms of life of the world of art.pt_BR
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Filosofia

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