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Título : Vetorização de ácido ferúlico como estratégia de tratamento para o transtorno de depressão
Autor : MENDONÇA, Anna Claudia Santos
Palabras clave : Nanopartículas mesoporosas; Sílica; Ácido ferúlico; MCM-48; Citotoxicidade; Barreira hematoencefálica
Fecha de publicación : 21-jul-2025
Editorial : Universidade Federal de Pernambuco
Citación : MENDONÇA, Anna Claudia Santos. Vetorização de ácido ferúlico como estratégia de tratamento para o transtorno de depressão. 2025. Dissertação (Mestrado em Ciência de Materiais) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : As nanopartículas de sílica mesoporosa (MSNs) têm sido amplamente estudadas em função de suas propriedades estruturais singulares. Plataformas terapêuticas baseadas em MSNs apresentam vantagens relevantes, como controle preciso de tamanho e morfologia, baixa toxicidade, excelente biocompatibilidade, estabilidade em condições fisiológicas e alta biossegurança, tornando-as promissoras para aplicações clínicas. O ácido ferúlico (AF), por sua vez, apresenta reconhecido potencial anti-inflamatório e efeitos moduladores em múltiplas vias de sinalização, sendo descrito como neuroprotetor em modelos animais de doenças neurodegenerativas. Neste contexto, a presente dissertação teve como objetivo sintetizar e caracterizar nanopartículas de sílica mesoporosa do tipo MCM-48, bem como avaliar sua aplicação como sistema carreador de AF em estratégias terapêuticas voltadas para transtornos depressivos. As nanopartículas foram obtidas pelo método de Stöber modificado e posteriormente funcionalizadas com 3-(aminopropil)trietoxisilano (APTES), visando aumentar a afinidade com o composto bioativo. A caracterização foi conduzida por meio de diversas técnicas analíticas, incluindo microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raios X (DRX), espectroscopia no infravermelho (FTIR), análises térmicas (TG/DTG/DSC), determinação do potencial zeta, índice de polidispersão (PDI) e análise de área superficial específica (BET). A adsorção do AF foi confirmada por espectroscopia, e a citotoxicidade foi avaliada em células endoteliais cerebrais primárias de camundongo e na linhagem humana HBMEC, submetidas a diferentes tempos de incubação e concentrações. Os resultados demonstraram que a MCM-48 encorajam à boa biocompatibilidade e que a conjugação MCM 48-AF promoveu efeitos positivos na viabilidade celular, especialmente após 24 horas de incubação na concentração de 100 µg/mL, superando, em alguns casos, a eficácia do AF livre. Além disso, ensaios de permeabilidade simulando a barreira hematoencefálica, com marcação por rodamina 6G, evidenciaram a retenção das nanopartículas no filtro, restringindo sua passagem. Embora os resultados obtidos sejam encorajadores quanto à biocompatibilidade e ao desempenho in vitro, são necessárias novas investigações para o desenvolvimento de métodos mais eficientes de encapsulamento ou conjugação, bem como a exploração de diferentes matrizes ou modificações superficiais que favoreçam a incorporação rápida e estável do AF.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67120
Aparece en las colecciones: Dissertações de Mestrado - Ciências de Materiais

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