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Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66947

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Título: Perfil epidemiológico e tendência temporal da tuberculose em populações vulneráveis de Pernambuco, 2015 a 2024
Autor(es): SILVA, Dayvson Juan dos Santos
Palavras-chave: Tuberculose; Populações vulneráveis; Pessoas privadas de liberdade; População em situação de rua
Data do documento: 19-Nov-2025
Citação: SILVA, Dayvson Juan dos Santos. Perfil epidemiológico e tendência temporal da tuberculose em populações vulneráveis de Pernambuco, 2015 a 2024. 2025. 53 f. TCC (Graduação) - Curso de Saúde Coletiva, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, 2025.
Abstract: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, causada pelo bacilo de Koch, e transmitida de pessoa a pessoa e afetando as vias aéreas. É endêmica no País e localizada em populações mais vulneráveis. Dentre essas, há maior risco de ser acometido pelo patógeno as Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) e a População em Situação de Rua (PSR). Em Pernambuco há desfechos desfavoráveis em ambas as populações, onde a proporção de cura diminui, e o abandono do tratamento vem crescendo — especialmente na PSR. Tendo em vista essa problemática, o seguinte estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico e analisar a tendência temporal dos casos da tuberculose em populações vulneráveis (PPL e PSR) de Pernambuco entre 2015-2024. Trata-se de uma pesquisa ecológica, de abordagem quantitativa. Para o estudo, utilizou-se mormente dos dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravo de Notificação – SINAN, entre 2015 e 2024, os quais foram organizados em planilhas, com as abordagens descritivas dispostas em tabelas e as análises espaciais e tendências temporais trabalhadas, respectivamente nos softwares Power BI e Joinpoint Regression Program. As populações apresentaram semelhanças: predominância da tuberculose entre homens, pardos, jovens (20 –39 anos) e com ensino fundamental incompleto. As diferenças concentram-se nas comorbidades — na PPL destacaram-se drogas ilícitas (43,42%) e tabagismo (39,58%), enquanto na PSR prevaleceram drogas ilícitas (54,52%), tabagismo (45,22%), alcoolismo (51,66%) e mais acometidos pela Aids que na PPL (19,43% vs. 4,49%). A PSR apresenta mais reingressos após abandono (35,22% vs. 9,85%), maior uso de tratamento autoadministrado (16,37% vs. 5,03%) e mais abandonos (29,81%) que curas (24,33%), o oposto da PPL (5,35% e 64,97%, respectivamente). A incidência concentrou-se nas regiões metropolitanas, especialmente no Recife (¼ dos casos da PPL e >50% da PSR). As séries temporais indicaram queda na incidência e mortalidade da TB na PSR, embora ainda superiores às da PPL. Essa redução pode refletir um viés pelo aumento expressivo da população em situação de rua (mais de 1.000% entre 2015–2024). Indicadores como TDO e cura também indicaram queda em ambas as populações. A PSR mostrou maior vulnerabilidade, que a leva a interrupção do tratamento, perda de vínculo com os serviços e menores desfechos de cura. Ressalta-se a importância do preenchimento das variáveis essenciais nas fichas de notificação, para a correta alimentação do sistema do Sinan e redução de dados ignorados.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66947
Aparece nas coleções:(CAV) TCC - Saúde Coletiva

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